O brasileiro continua disposto a investir em mais conforto dentro de casa. Uma pesquisa inédita realizada pela Casa do Construtor, em parceria com a empresa de pesquisas AGP, revelou que enquanto 68% dos entrevistados realizaram algum tipo de reforma em suas residências nos últimos 12 meses, 70% ainda pretendem fazê-lo nos próximos seis meses.

De acordo com o levantamento, quarto, cozinha e banheiro são os cômodos que têm recebido maior atenção até agora, mas isso tende a mudar um pouco. Se até então o foco era preparar o ambiente para o ensino à distancia e o home office, agora chegou a vez das áreas de convivência ganharem um banho de loja.

A pesquisa também mostrou que a classe AB pretende realizar mais reformas que a C: 77% ante 60%. Já com relação aos motivos que levaram às reformas, os “novos hábitos decorrentes da pandemia” somam 38%, sendo que na classe AB isso é ainda mais expressivo (47%). Entre as motivações específicas, a intenção mais forte é adequar o ambiente para que haja uma melhorar convivência entre os moradores (52%).

Faça você mesmo

Para as reformas, 71% dos entrevistados contrataram um prestador de serviços, ante 16% que optaram pelo “faça você mesmo”.

Para as reformas a serem realizadas nos próximos seis meses, 74% pretendem contratar mão de obra especializada. Comparados, o percentual que pretende botar a mão na massa é maior na classe C (22%), do que na AB (12%).

Quanto ao aluguel dos equipamentos, 14% dos entrevistados optaram pelo modelo. Entre os mais citados estão andaime, betoneira e caçamba, mas não são apenas estes. Em 2020, a Casa do Construtor registrou um aumento de 49,9% no volume de aluguéis de ferramentas manuais, de 31,1% de equipamentos para marcenaria, de 19,3% para jardinagem e de 17,5% para limpeza.

O movimento tem contribuído bastante para a expansão dos negócios da rede franqueadora especializada na locação de equipamentos. A Casa do Construtor registrou alta de 38,5% no faturamento só no primeiro trimestre de 2021, em comparação ao mesmo período do ano anterior.

“Hoje, a economia compartilhada está muito presente na locomoção e no aluguel de imóveis. Isso ajuda bastante a difundir a cultura. Com pandemia, o fato de as pessoas terem menos condição de investir na aquisição do bem também trouxe a locação como alternativa”, diz o CEO e um dos sócios-fundadores da Casa do Construtor, Altino Cristofoletti Junior.

A Casa do Construtor possui 360 lojas abertas no Brasil atualmente, além de 2 no Paraguai. A previsão é de que mais 40 unidades sejam abertas ainda este ano.

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