Cada vez mais os brasileiros lembram de si mesmos na hora de montar as listas de presentes para o Natal — e isso pode ser bom para a atividade da economia.

Uma pesquisa divulgada pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e pelo SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) registrou que nada menos que 65% dos consumidores vão se “autopresentear” na data em 2019. São 11 pontos percentuais a mais do que em 2018.

A expectativa é que 101,6 milhões comprem algum presente para si próprios, sendo que a média é que sejam dois e com custo médio de R$ 170. A estimativa é que esse processo possa movimentar cerca de R$ 36,7 bilhões no Brasil. Os itens mais desejados são roupas, calçados, perfumes e cosméticos.

Por que comprar um presente para si mesmo? Segundo a CNDL/SPC, “boa parte desse fenômeno é movido pelo aspecto emocional em suprir uma necessidade aliada à reconfortante ideia do ‘eu mereço'”.

Para a economista-chefe do SPC, Marcela Kawauti, a única preocupação importante é se atentar para não perder o controle das finanças pessoais.

“O ideal é planejar as despesas de acordo com o orçamento pessoal e familiar, sabendo com antecedência quanto será possível gastar. É recomendável que a pessoa não se deixe levar pelas emoções e exagere nos gastos”, diz a especialista, que recomenda que o consumidor faça uma lista prévia do que pretende comprar e pesquise preços.

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