O Bitcoin vem ganhando cada vez mais popularidade, após bater recordes em 2021 a alcançar a marca dos US$ 68 mil. Nas redes sociais, encontramos fenômenos como os influenciadores de criptomoedas, que anunciam a possibilidade de altos ganhos em um curto período de tempo. E, é claro, seus milhares de seguidores, curiosos para descobrir o caminho para o enriquecimento. Mas nada é tão fácil quanto parece.

Para que a compra de criptomoedas seja realmente um investimento e não uma aventura, vários pontos devem ser levados em conta. Por isso, com a ajuda de Luiz Pedro, analista de investimentos da Nord Research, o 6 Minutos listou alguns fatores que podem fazer investidores iniciantes pensarem duas vezes antes de entrar no mundo cripto. Confira:

1. Características muito particulares. O Bitcoin é uma moeda 100% digital, que não tem lastro e integra um mercado global que não tem fechamento, ou seja, acontece 24 horas por dia e sete dias por semana. Como sua classe de ativos é muito diferente de tudo o que era visto no mercado antes da sua chegada, é preciso bastante tempo de aprendizado antes de empregar qualquer quantia nisso.

2. Mercado em amadurecimento. As criptomoedas fazem parte de uma classe de ativos extremamente nova e surgiram há pouco mais de uma década. Como reflexo disso, esses ativos ainda não contam com a aprovação unânime dos grandes representantes do mercado financeiro. Portanto, qualquer notícia ruim acaba impactando muito fortemente seus preços.

3. Falta de regulação. A questão regulatória das criptomoedas não está completamente sedimentada em nível mundial. Alguns países ainda estão engatinhando no estabelecimento de diretrizes relacionadas à posse e negociação desses ativos. “Esse também é um fator de risco, porque sempre existe a possibilidade de países tentarem limitar de alguma forma a circulação e a negociação do Bitcoin e outras criptos, como é o caso da China”, explica o especialista.

4. Pode comprometer a carteira. Quando o assunto são criptomoedas, é muito importante medir a exposição, já que sua alta volatilidade pode facilmente machucar a rentabilidade da carteira de investimento como um todo. Por isso, o indicado para quem está começando é ter entre 1% e 5% do portfólio total em cripto e ir, pouco a pouco, aprendendo a gerir o risco.

5. Não é para curto prazo. “Cripto traz a oportunidade [de rápida multiplicação do valor investido], mas esse foco é completamente errado”, afirma Luiz Pedro. Segundo ele, ainda estamos na vanguarda da revolução tecnológica que esses ativos vieram promover e, por isso, investidores devem mirar no potencial de ganho no longo prazo.

6. Solo fértil para golpistas. Os golpes de criptomoedas ganharam as manchetes brasileiras em 2021. Seja em pirâmides financeiras ou ataques hakers, as vítimas mais fáceis de serem atraídas acabam sendo justamente investidores com pouco conhecimento do mercado e afoitos por grandes rendimentos. Por isso, sempre desconfie de “oportunidades imperdíveis” que surgem na internet e, antes de começar a investir, saiba qual é a melhor forma de proteger suas senhas, pois como diz uma frase famosa entre investidores: “se você não tem a chave privada, não tem o criptoativo”.

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