O dólar sobe fortemente em relação ao real nesta segunda-feira: a moeda americana não só voltou a superar a marca de R$ 4 como é negociada a R$ 4,07 agora no meio da tarde (às 16h27), com alta de 1,6%.

Na sexta-feira, o dólar à vista subiu 0,34%, para R$ 4,0037 na venda, fechando a semana em alta de 1,57%. Foi a quinta semana consecutiva de ganhos.

O Ibovespa opera com queda de 0,59%, aos 99.220 pontos (às 16h23).

Quais as razões para a alta do dólar? “Temos que ter em mente que esse processo é generalizado, ou seja, não é o real que está fraco, mas, antes, o dólar que está forte”, afirma André Perfeito, economista-chefe da corretora Necton. “É um processo que deve continuar nas próximas semanas. A queda dos juros no Brasil conspira, junto com os ruídos derivados da guerra comercial e da crise na Argentina, para um real mais fraco também”, diz.

“Estamos passando por um momento de ajuste técnico. O mercado está um pouco sem rumo, e isso tende a resultar em volatilidade diante dos sinais mistos vindo do exterior”, afirmou Fernando Bergallo, diretor de operações da assessoria de câmbio FB Capital.

Mas só o real está em queda? Não. O movimento da moeda brasileira seguia o viés observado em outras divisas de economias emergentes, como a lira turca e o rand sul-africano.

Mais cedo, o dólar chegou a cair a uma mínima de R$ 3,9916 (-0,30%). Mas logo voltou a se valorizar.

“O fluxo está sendo pautado inteiramente pelo exterior. A cena doméstica está relativamente positiva, mas não há liquidez para que isso se transforme em fluxo para cá”, acrescentou Bergallo.

O que está fazendo o Banco Central? O BC vendeu todos os 11 mil contratos de swap cambial tradicional ofertados nesta segunda-feira em leilão de rolagem do vencimento em outubro.

A partir da próxima quarta, dia 21, até o dia 29 de agosto, o BC fará ofertas simultâneas de US$ 550 milhões à vista e de igual montante em contratos que oferecem proteção ao investidor contra a queda do dólar.

(Com a Reuters)

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