O Julius Baer, grupo suíço especializado em gestão de patrimônio, tem favorecido Brasil e China em suas escolhas de investimento entre os mercados acionários de países em desenvolvimento.

Mathieu Racheter, estrategista do banco em Zurique (Suíça), disse que as ações chinesas oferecem uma das melhores oportunidades nos mercados emergentes, citando o estímulo recente à segunda maior economia do mundo por parte do banco central da China.

No Brasil, Racheter vê espaço para valorização adicional do mercado local, em meio ao ambiente de juro baixo e progresso na agenda de reformas.

As ações chinesas oferecem oportunidade de compra, disse Racheter em entrevista por telefone. Ele também menciona perspectivas de forte crescimento em setores como consumo, saúde e tecnologia.

O Banco Popular da China, equivalente ao banco central, reduziu a taxa de juros sobre empréstimos de médio prazo para amortecer o potencial custo econômico da propagação do coronavírus. O índice Shangai Composite acumula queda de apenas 0,7% neste ano, reduzindo perdas de até 10% no início de fevereiro.

No Brasil, Racheter espera que uma combinação de aceleração do crescimento, taxa de juros na mínima histórica e agenda de reformas levem o Ibovespa para perto de 125 mil pontos até o fim do ano. O índice fechou a última sexta-feira aos 113.681 pontos, com uma queda acumulada de 1,69% em 2020.

O movimento de migração de renda fixa para ações no Brasil deve continuar, disse ele, à medida que um ambiente de juros baixos estimula a busca por melhores retornos.

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