Com perdas na siderurgia e ganhos no petróleo, o Ibovespa fechou quase neutro, em discreto recuo de 0,12%, aos 130.092,05 pontos, de acordo com dados preliminares.

Já o dólar fechou em baixa de 0,61%, a R$ 5,0414.

O que aconteceu com a Bolsa? Com mais um dia de baixo volume e volatilidade, o Ibovespa encerrou o pregão em ligeira queda. De um lado, viu-se pressionado mais uma vez pelo setor siderúrgico, com os receios de que a nova alta do minério de ferro nos últimos dias force medidas restritivas por parte do governo chinês para frear a commodity. Já do lado positivo, as ações da Petrobras evitaram uma correção mais forte.

“Mesmo com a mudança recente de diretoria na estatal, a estratégia de desalavancagem não está em risco, assim como a meta de pagar dividendos maiores aos acionistas” diz Rafael Ribeiro, analista da Clear Corretora. “Isso deixou os analistas animados.”

A sessão também foi influenciada por movimentos relacionados aos vencimentos de opções sobre o Ibovespa e do contrato futuro do índice, que acontecem na quarta-feira.

Entre os destaques do pregão, Sulamérica teve a maior valorização (+4,30%), em dia positivo para seguradoras na expectativa da elevação da taxa de juros que será divulgada amanhã pós reunião do Copom. “Parte das receita do setor vem de aplicações financeiras que tendem a ter melhor rentabilidade com o aumento da taxa de juros”, explica Pietra Guerra, analista da Clear Corretora.

Outro papel que se deu bem foi PetroRio, acompanhando o dia positivo para o petróleo, que se aproxima dos US$ 74 por barril.

Na outra ponta, Azul liderou as baixas, em meio a movimentos de realização de lucros. A ação acumula ganhos de mais de 15% no último mês. Outra empresa sob pressão é a Eletrobras (PN, -1,73% e ON, -1,81%), cuja capitalização é objeto de medida provisória às vésperas de votação no Senado, onde foram apresentadas novas emendas ao texto.

O que aconteceu com o dólar? O dólar recuou frente ao real nesta sessão, com toda a atenção dos participantes do mercado voltada para as decisões de política monetária do Brasil e dos Estados Unidos, que serão anunciadas na quarta-feira (16).

O dólar à vista teve queda de 0,61%, a R$ 5,0414 na venda. Durante a sessão desta terça-feira, a moeda norte-americana chegou a tocar R$ 5,0382 na mínima, queda de 0,67%, e R$ 5,1060 na máxima, alta de 0,66%.

Na B3, o dólar futuro de maior liquidez caía 0,35%, a R$ 5,052.

Maiores altas:

Sulamérica (+4,30%)
BRF (+2,87%)
PetroRio (+3,51%)

Maiores baixas:

Azul (-3,04%)
Locaweb (-2,73%)
Banco Inter (-2,73%)

Com a Reuters

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