As declarações do presidente Jair Bolsonaro e do ministro da Economia, Paulo Guedes, reforçando o compromisso com a agenda de reformas e a definição em torno do auxílio emergencial fizeram a Bolsa fechar em alta de 2,82% nesta terça-feira (dia 1º), a 102.167 pontos.

O dólar encerrou o pregão em queda de 1,74%, a R$ 5,38.

O que aconteceu com a Bolsa e o dólar hoje? As promessas do governo sobre a reforma administrativa e a definição sobre o auxílio emergencial serviram de argumento para um comportamento bem mais otimista do mercado.

Ao lado de Guedes e de líderes do centrão, o presidente afirmou, durante o anúncio da prorrogação do auxílio emergencial em R$ 300 até o final do ano, que enviará o projeto de reforma administrativa ao Congresso na próxima quinta-feira.

“A retomada da agenda de reformas soou como música aos ouvidos do mercado e levou á retomada dos 100 mil pontos”, afirma Rafael Ribeiro, analista da Clear Corretora.

O ministro da Economia, por seu lado, afirmou que a reforma tributária também será enviada em breve.

“Sobre o assunto, o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra, afirmou que existe hoje uma sintonia muito boa entre os poderes, com condições favoráveis para aprovar reformas”, ressaltou Ribeiro.

O cenário externo também ajudou, com PMI (Índice de Gerente de Compras) industrial da China crescendo 52,8 para 53,1 em agosto, acima da expectativa dos analistas.

Além disso, as ações em Wall Street encerraram em alta, com os papéis de tecnologia liderando o movimento: a Apple e a Zoom Video dispararam, enquanto dados econômicos e movimentações em torno de medidas de estímulo em Washington ajudaram a alimentar o otimismo.

Maiores altas:

Cia Hering (+ 9,02%)

Hapvida (+ 6,58%)

Ultrapar (+ 6,22%)

Maiores baixas:

Marfrig (- 3,37%)

IRB (- 2,24%)

Cosan  (- 1,87%)

(Com a Reuters)

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