Na data da entrega do projeto de reforma administrativa ao Congresso, o dólar engatou a terceira queda consecutiva e encerrou as negociações desta quinta-feira (dia 3) com perda de 1,26%, a R$ 5,29.

Influenciada pela forte queda nas bolsas americanas e pela queda nas ações da Vale e de varejistas, a Bolsa caiu 1,17%, a 100.721 pontos.

O que aconteceu com o dólar e a Bolsa? O real, que foi a moeda mais castigada durante a crise, perdendo muito valor em relação ao dólar, está passando por um processo de ajuste em meio à retomada da agenda de reformas.

Na avaliação do mercado, a entrega do projeto de reforma administrativa ao Congresso foi uma sinalização desse processo.

“O dólar foi por muitos dias, talvez meses, disfuncional para o outro lado”, disse no Twitter Marcos Weigt, sócio da BR Advisors. “Tudo melhorava, mas o dólar subia… Claro que foi um movimento global, mas o real conseguiu a proeza de ser pior entre as moedas emergentes também! Portanto (o dólar) tem gordura para queimar”, completou.

O alívio no ambiente local vem depois de um agosto duro para o real, que foi duramente pressionado por perspectivas pessimistas sobre a política brasileira em meio a boatos sobre possível fraqueza de Paulo Guedes dentro do governo, assim como temores sobre o desrespeito ao teto de gastos diante dos gastos causados pela pandemia.

O Ibovespa, por outro lado, caiu puxado pelos principais índices de Wall Street, que encerraram em forte queda nesta quinta. Houve forte venda de papeis de empresas de tecnologia –o mercado realizou um ajuste em preços considerados excessivamente altos.

Segundo dados preliminares, o Dow Jones recuou 2,79%, o S&P 500 perdeu 3,52% e o Nasdaq registrou queda de 4,96%.

A mineradora Vale também influenciou no recuo do índice brasileiro, com perda de 3,26%, relacionada ao ajuizamento, pelo MPF (Ministério Público Federal), de uma ação civil pública pedindo intervenção judicial na empresa.

Por fim, as principais varejistas tiveram fortes perdas após a Amazon anunciar um novo centro de distribuição em São Paulo, em uma sinalização que a gigante de tecnologia mira o mercado brasileiro.

Maiores altas:

Cia Hering  (+ 4,15%)

Bradesco PN  (+ 3,93%)

Bradesco ON  (+ 3,83%)

Maiores baixas:

B2W (- 7,57%)

Via Varejo  (- 6,89%)

Totvs (- 5,80%)

(Com a Reuters)

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