As ações da Vale e de siderúrgicas fecharam o pregão desta quarta-feira (13) em queda. Os papéis sentiram o impacto da queda dos preços e do controle de produção do minério de ferro na China.

No fechamento, a segunda maior baixa do Ibovespa era a Vale, que caiu 2,96%. Em seguida aparecem CSN (-2,31%) e Usiminas (-1,33%).

Dados divulgados hoje pela Administração Geral das Alfândegas mostraram uma queda de 1,9% das importações de minério de ferro pela China em setembro. Além disso, o preço da matéria-prima está caindo influenciado pelas restrições de produção e pelos temores da crise imobiliária chinesa. Hoje, o setor responde por cerca de um quarto da demanda doméstica de aço.

Pequim implementou controles rígidos de produção nas usinas, com o objetivo de limitar a produção anual de aço. Uma recente crise de energia em todo o país também pesou sobre a atividade fabril.

O ministério da indústria informou em um comunicado na quarta-feira que as usinas do norte da China devem reduzir a produção de 15 de novembro até meados de março para melhorar a qualidade do ar.

“A produção de aço continuará a ser restringida durante a temporada de aquecimento e as Olimpíadas de Inverno. Será difícil ver qualquer aumento no consumo doméstico de minério de ferro”, disseram analistas da Huatai Futures em nota antes da divulgação dos dados.

Queda nos preços

O contrato de minério de ferro mais negociado em janeiro na Bolsa de Commodities de Dalian fechou em queda de 5,9%, a 731 iuanes (US$ 113,32) a tonelada, após altas em cinco sessões.

Na Bolsa de Cingapura, o contrato mais ativo de novembro caía 4,4%, a US$ 122,05 a tonelada, às 4h16 (horário de Brasília).

Em Xangai, o contrato do vergalhão de aço para construção fechou em queda de 4,7%, para 5.421 iuanes por tonelada, após atingir 5.267 iuanes no início do dia, o menor valor desde 3 de setembro.

(Com Reuters)

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