Após abrir em alta na manhã desta terça-feira (dia 25), o Ibovespa foi pressionado pelo desempenho da Vale e da Petrobras e fechou o dia em queda de 0,84%, a 122.987 pontos.

Em meio a receios de alta da inflação nos EUA, o dólar encerrou o pregão em alta de 0,22%, a R$ 5,3383.

O que aconteceu com a bolsa? O Ibovespa foi puxado para baixo pelo desempenho ruim de empresas exportadoras de commodities, como a Vale (-2,49%), e também pela Petrobras (-2,08%). As duas gigantes do índice foram impactadas negativamente pela queda nas cotações do minério de ferro e do petróleo.

Os futuros do minério na China tiveram leve recuo nesta terça, enquanto o aço também caiu, em meio a negociações voláteis após um alerta dos chineses contra a acumulação de estoques.

Após afirmar que não iria tolerar manipulações e especulações em mercados de commodities, buscando esfriar um forte rali nos preços, a China, maior consumidora de metais, prometeu fortalecer controles de preços de materiais chave nos próximos cinco anos, incluindo minério de ferro.

Os preços do petróleo também tiveram um dia ruim, com investidores acompanhando um possível retorno antecipado do Irã aos mercados internacionais e também com novos casos de covid-19 pelo mundo.

Um dos destaques do dia foi a Azul, que subiu 4,11% após confirmar, em comunicado, que está disposta a fazer aquisições e que contratou assessores financeiros para concretizar esse objetivo, após fim do acordo de codeshare com a Latam.

Cielo avançou 7,63%, com a Clear Corretora chamando atenção para a notícia do site Neofeed de que a empresa de benefícios Alelo lançará plataforma própria no segmento de adquirência e delivery. “Tal notícia trouxe a possibilidade de futura cisão dos sócios da Cielo”, afirmou em comentários a clientes.

O que aconteceu com o dólar? Pela manhã, a moeda americana chegou a recuar, acompanhando o apetite por risco internacional.

Entretanto, a divisa não sustentou a queda, sendo pressionada pelos persistentes receios com a possibilidade de a inflação forçar o Fed (banco central dos EUA) a voltar a subir os juros americanos, e terminou o dia em leve alta contra o real.

O dólar à vista subiu 0,22%, para R$ 5,3383. A moeda chegou a cair para R$ 5,2945 (-0,60%) logo no começo da sessão, mas ganhou força ao longo do dia e bateu a máxima de R$ 5,3441 (+0,33%) já na reta final dos negócios.

Maiores altas:

Cielo (+7,63%)
Cogna (+6,65%)
Pão de Açúcar (+5,47%)

Maiores baixas:

Banco Inter (-6,97%)
Usiminas (-3,09%)
Cosan (-2,89%)

(Com a Reuters)

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