O principal índice da Bolsa fechou no vermelho nesta quarta-feira (13), pressionado principalmente pela queda de ações de maior liquidez, como Petrobras, Vale e do setor financeiro. A queda do Ibovespa foi de 1,67%, a 121.933.

Já o dólar fechou em leve queda de 0,24%, a R$ 5,31, em sessão marcada por intenso vaivém nos preços, com a moeda brasileira terminando o dia entre os poucos destaques positivos nos mercados globais de câmbio.

O que aconteceu com o dólar? A instabilidade do câmbio ocorreu em dia de fluxos pontuais, sem drivers com força suficiente para dar uma direção mais clara ao mercado. De forma geral, estiveram no radar notícias positivas do setor de serviços em novembro, perspectiva de início de vacinação, corrida para eleição nas duas casas legislativas brasileiras, apostas sobre os rumos da política monetária e o noticiário político nos Estados Unidos.

Não é de hoje que o real se destaca pelo vaivém, mas nas últimas sessões a moeda ampliou o “gap” ante os pares, sinal de percepção de maior incerteza sobre os rumos da taxa de câmbio.

Evidência do grau de incerteza sobre a taxa de câmbio, a volatilidade implícita das opções de dólar/real para três meses estava em 19,01% ao ano, bem acima da medida para o rand sul-africano (16,38%), a segunda divisa mais volátil do mundo emergente.

“Imagina o que é ser empresário neste país e fazer planejamento com um dólar com essa volatilidade. Pior ainda: imagina o negócio que você tem de tocar sendo impactado diretamente pela moeda. Aí não é nem herói, o cara tem que ser é mágico”, disse Sérgio Machado, gestor na TRÓPICO Latin America Investments.

O que aconteceu com a Bolsa? Segundo profissionais do mercado, após uma escalada recente que levou o índice a novas máximas históricas, mesmo num cenário de crise econômica, grandes investidores preferiram suspender momentaneamente o fluxo de recursos para ativos de risco, alguns dos quais acumulam valorização de mais de 50% em dois meses.

“Com a questão fiscal se agravando antes de votações orçamentários importantes próximas semanas, e o Brasil atrasado no processo de vacinação contra Covid-19, o mercado parece estar entrando num ciclo de mais volatilidade”, disse Roberto Attuch, presidente da consultoria de investimentos Ohmresearch.

Pelo menos até a próxima segunda-feira, dia de vencimento dos contratos de opções sobre ações, essa volatilidade deve ser permanente, segundo agentes do mercado.

Maiores altas:

MRV (+ 4,39%)
PetroRio (+ 3,90%)
Eneva (+ 3,67%)

Maiores baixas:

Usiminas (-6,07%)
Banco do Brasil ON (- 4,94%)
Petrobras PN (-4,83%)

(Com a Reuters)

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