O investidor pessoa física, que foi um ponto de sustentação importante do Ibovespa entre abril e maio, ou seja, durante o pico da crise do coronavírus, aproveitou a subida recente da bolsa para vender papeis comprados quando o mercado estava bem mais barato, realizando lucros.

Dados da B3 referentes ao período entre o dia 1 e 5 de junho mostram que, entre compras e vendas, houve saída de R$ 820 milhões dos pequenos investidores. A primeira semana deste mês foi marcada por um rali da bolsa, com altas que levaram o índice a acumular ganhos de 8,2%.

No mesmo período, os investidores estrangeiros, estimulados pela recuperação das economias globais e estímulos de bancos centrais pelo mundo, colocaram R$ 3,1 bilhões na bolsa.

“Nos últimos dias houve um movimento de realização de lucro dos investidores pessoa física após as altas de abril e maio”, afirma Victor Beyruti, analista da Guide Investimentos.

Foi um momento de realização de lucro também para os fundos de investimento, que tiveram um saldo negativo de R$ 2,2 bilhões na primeira semana deste mês.

Compre na baixa, venda na alta

Durante o pico da pandemia, muitos pequenos investidores aproveitaram o momento de baixa da bolsa para comprar barato, enquanto investidores de outros países, assustados com o cenário da pandemia, saíram do mercado brasileiro com medo de ativos de maior risco.

Esse cenário mudou neste início de junho. “Com a melhora das expectativas lá fora, o investidor estrangeiro voltou a buscar retornos maiores nos emergentes, por isso esse movimento inverso”, diz Beyruti.

Para o analista Lucas Lima, da Toro Investimentos, esse é um movimento esperado. “É natural que os investidores comecem a realizar lucros, seja parcialmente, seja a posição completa”, pondera.

 

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