O Ibovespa fechou em alta de 1,35% nesta quinta-feira (4), atingindo 112.690 pontos. A aprovação da PEC Emergencial no Senado, após dois turnos de votação, deu embalo positivo ao mercado.

Nesse contexto, o dólar ficou praticamente estável (-0,01%) e fechou cotado a R$ 5,6617.

O que aconteceu com a Bolsa? O Ibovespa teve saldo positivo, após o texto da PEC Emergencial aprovado no Senado trazer algum alívio aos receios fiscais, mas sem conseguir se manter acima dos 114 mil pontos com a forte correção negativa em Wall Street.

Investidores também repercutiram notícias corporativas, como a divulgação pela Rumo de previsões para 2021/2025 sugerindo forte crescimento no horizonte, e o balanço divulgado pela Taesa, que mostrou salto no lucro e anunciou dividendo adicional.

Na semana, até o momento, o Ibovespa acumula alta de mais de 3% – que, se confirmada na sexta-feira, quebrará uma série de três semanas terminando no vermelho.

Análise técnica da equipe do Safra destacou que, para sair da tendência de baixa no curto prazo, o Ibovespa precisa superar a resistência em 113.500 pontos.

Na visão da Ágora Investimentos, a aprovação da PEC, abrindo espaço para a volta do auxílio emergencial e com o texto mostrando comprometimento com o teto de gastos, ajuda na melhora da percepção de risco.

Aliás, essa melhora na percepção de risco do País fez as ações dos bancos subirem em bloco: fecharam o dia no azul Bradesco PN (+3,39%), Itaú Unibanco PN (+2,01%), Banco do Brasil ON (+3,35%) e Santander Brasil Unit (+2,84%). A relevante alta nos preços do petróleo no Exterior, por sua vez, beneficiou os papéis do setor no Ibovespa: Petrobras ON (+3,53%), Petrobras PN (+4,34%), BR Distribuidora (+5,84%) e Petro Rio (+2,93%).

Rumo ON teve uma das maiores valorizações do dia (+7,46%), após o braço de logística do grupo Cosan estimar volume transportado entre 72 bilhões e 76 bilhões de toneladas por quilômetro útil (TKU), subindo de 99 bilhões a 109 bilhões em 2025.

Taesa Unit cresceu 5,43%, após lucro de R$ 829 milhões no quarto trimestre, um salto de 194,7% ano a ano, ajudada pela disparada do IGP-M, aquisições e conclusão de projetos. E Ultrapar ON inverteu o sinal, depois de seis pregões consecutivos de queda, fechando em alta de 5,71%.

O que aconteceu com o dólar? A moeda norte-americana sofreu uma nova virada nesta quinta-feira: chegou a operar em alta na última hora de negócios, depois de passar a sessão inteira em queda, com a pressão do cenário externo neutralizando repercussão positiva da aprovação da PEC Emergencial com limites de gastos, que aliviou temores sobre a trajetória das contas públicas.

O movimento do câmbio nesta quinta foi na direção contrária da verificada na véspera, quando, na reta final do pregão, o dólar despencou das máximas, após garantias do presidente da Câmara de que o Congresso respeitaria o teto de gastos.

A moeda chegou a descer a R$ 5,5449 (-2,08%) no começo da tarde, mas reagiu, em meio à deterioração nos ativos internacionais, pela percepção de que o Federal Reserve não está preocupado com o recente aumento nas taxas de títulos soberanos e das expectativas de inflação. No pico do dia, a cotação subiu 0,40%, a R$ 5,685.

Maiores altas:

Hering (+7,60%)
Rumo (+7,46%)
Cosan (+6,63%)

Maiores baixas:

Gol (-5,32%)
Weg (-4,70%)
Hapvida (-4,52%)

(Com Reuters)

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