Após as ações do PagSeguro sofrerem uma queda de mais de 18% na Nasdaq na tarde desta quinta-feira (8), a fintech brasileira divulgou um comunicado oficial para negar a existência de negociações para a compra do Banco BV (antigo Votorantim).

O que aconteceu? Na manhã desta quinta, a notícia sobre o negócio foi publicada pelo site Brazil Journal e foi confirmada pela agência Reuters. Segundo o Brazil Journal, o valor do negócio é estimado era estimado em R$ 16 bilhões e estava nos estágios iniciais, sem garantia de que ele fosse se efetivar.

Qual foi a reação do mercado ao rumor? A informação de que o PagSeguro estaria em tratativas avançadas para adquirir o Banco BV (antigo Votorantim) não foi bem recebida pelo mercado. As ações da empresa negociadas na Nasdaq chegaram a derreter mais de 18%, às 14h28 (horário de Brasília).

Com isso, a fintech de meios de pagamento comandada pelo empresário Luiz Frias chegou a perder mais de R$ 8 bilhões em valor de mercado. Passado o susto, o papel devolveu boa parte da perda, e às 15h02 contabilizava recuo de apenas 6,52%.

Procurados pela Reuters, representantes da PagSeguro não comentaram o assunto de imediato. O Banco BV e Banco do Brasil afirmaram que não comentarão o assunto. A Votorantim Participações não se manifestou de imediato ao ser questionada.

Qual é a avaliação dos especialistas sobre a negociação? “O mercado já estava esperando uma expansão por parte da PagSeguro, e poderia ser algo deste tipo. Então esse movimento não foi uma surpresa completa. A novidade é apenas quem é o alvo. Agora, é esperar para ver qual será exatamente a proposta”, comenta Júlia Monteiro, analista da MyCap.

Qual é a situação atual das duas empresas? O Banco do Brasil, um dos controladores do BV, tenta vender sua participação no banco há pelo menos dois anos, em um momento em que outras estatais também estão se desfazendo de operações não essenciais. O BV chegou a encaminhar um pedido para realizar uma oferta pública inicial de ações (IPO), mas cancelou o pedido em abril.

A PagSeguro é uma instituição de pagamentos com um pequeno componente de crédito. Já o BV, controlado pelo Banco do Brasil e pelo Grupo Votorantim, tem uma das maiores carteiras de financiamento de carros do país.

(Com Reuters)

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