O anúncio de um pacote de infraestrutura trilionário nos Estados Unidos e sinalizações que o Congresso irá corrigir parte dos gastos excessivos aprovados no Orçamento de 2021 fizeram o dólar encerrar o dia em forte queda de 2,36%, a R$ 5,62. No mês a moeda americana acumulou uma alta de 0,35%.

Pressionada pelos bancos, a Bolsa fechou o pregão em leve queda de 0,18%, a 116.633 pontos. No mês, o Ibovespa teve alta de 5,9%.

O que aconteceu com o dólar e a Bolsa? A moeda americana caiu nesta quarta-feira em todo mundo, como consequência de perspectivas melhores para a vacinação nos Estados Unidos e o pacote trilionário anunciado pelo presidente Joe Biden, que prevê investimentos em infraestrutura.

“Isso não vai ajudar apenas os Estados Unidos, mas também será positivo para a China, para o Brasil”, aponta Jefferson Laatus, estrategista chefe do Grupo Laatus.

Além disso, segundo ele, nesta quarta, dia de fechamento de mês, houve uma espécie de correção pela forte perda de valor do real ao longo de março. “Começa a se desenhar um cenário mais positivo para pandemia no Brasil, com expectativa de alta da vacinação. Já começa também a se desenhar algumas mudanças no texto aprovado do Orçamento de 2021”, avalia.

A Ágora Investimentos afirma que o foco deve permanecer no cenário fiscal, em meio a discussões para o corte de emendas incluídas no Orçamento, para evitar o descumprimento do teto de gastos.

O Ibovespa chegou a operar no positivo pela manhã, mas perdeu tração durante a tarde, pressionado por quedas das ações dos bancos, que sofreram correção após se valorizarem nos últimos dias.

Maiores altas:

Equatorial (+ 8,39%)
CCR (+ 6,34%)
Cielo (+ 3,91%)

Maiores baixas:

Yduqs (- 4,74%)
Gol (- 3,67%)
Renner (- 3,03%)

(Com a Reuters)

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