Notícias da eficiência de uma terceira vacina fizeram a Bolsa encerrar esta segunda-feira (dia 23) em alta de 1,26%, a 107.378 pontos.

O dólar, que se fortaleceu no mundo após dados mais vigorosos da economia americana, fechou o pregão em alta de 0,88%, a R$ 5,43.

O que aconteceu com a Bolsa? A bolsa paulista abriu a semana com viés positivo, com o Ibovespa ao redor de 107 mil pontos, em meio a apostas otimistas sobre o desenvolvimento de uma vacina contra o coronavírus.

A farmacêutica britânica AstraZeneca anunciou nesta segunda-feira que sua potencial vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford pode ser em torno de 90% eficaz sem nenhum efeito colateral grave.

O anúncio vem após a Pfizer pedir a reguladores dos EUA na sexta-feira autorização para uso de emergência de sua vacina, algo que pode acontecer ainda na primeira quinzena de dezembro.

No exterior, o sinal positivo prevalecia entre os futuros em Wall Street, assim como avançavam os preços do petróleo.

“Os ativos de risco estão abrindo a semana em tom mais positivo, na esteira da possibilidade de que uma vacinação em massa para combater a pandemia possa ter início já em dezembro”, observou Dan Kawa, da TAG Investimentos.

Moncef Slaoui, principal conselheiro científico da Operação Warp Speed, disse que a FDA (Agência de Alimentos e Medicamentos dos EUA) provavelmente concederá em meados de dezembro uma aprovação para a distribuição da vacina produzida pela Pfizer e BioNTech.

O destaque negativo do pregão foi o Carrefour Brasil. Os papeis da rede supermercadista fecharam em queda de mais de 5% na contramão do Ibovespa, na esteira da repercussão do assassinato por espancamento de um homem negro em uma loja do grupo em Porto Alegre na noite de quinta.

Novos protestos contra racismo e ataques a lojas da rede ocorreram desde a sexta-feira após João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, ser espancado até a morte na véspera do Dia da Consciência Negra por um segurança e por um policial militar temporário que estava fora de serviço.

E o que aconteceu com o dólar? A moeda americana voltou a fechar em firme alta ante o real, numa segunda-feira marcada por força global da divisa após dados robustos de atividade nos Estados Unidos, enquanto o desconforto doméstico sobre a situação fiscal seguiu fazendo preço.

Nesta segunda, a moeda operou em queda pela manhã, mas tomou fôlego após dados de atividade empresarial nos Estados Unidos terem vindo bem acima do esperado, provocando uma cobertura de posições vendidas na moeda norte-americana.

Números fortes nos EUA sugerem que o país segue mais atrativo para investimentos, o que pode direcionar para a maior economia do mundo fluxo de investidores que cogitariam aplicar em ativos mais arriscados, como os de emergentes.

Além do exterior, constantes ruídos sobre o futuro das contas públicas deixaram o real mais frágil, depois de um fim de semana de novas especulações sobre extensão de gastos emergenciais. O ministro da Economia, Paulo Guedes, admitiu haver pressão política para tal, mas tentou passar mensagem de que mais reformas virão e, se houver segunda onda de Covid-19 no país, o governo saberá como agir.

Maiores altas:

PetroRio (+ 6,87%)
CSN (+ 6,80%)
BRF (+ 5,87%)

Maiores baixas:

Carrefour (- 5,15%)
Pão de Açúcar (- 3,36%)
Cielo (- 2,82%)

(Com a Reuters)

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