O otimismo deu o tom dos mercados no primeiro dia do segundo semestre. Indicadores mais positivos das economias externas e do Brasil, além dos avanços em uma vacina contra o coronavírus, fizeram a bolsa subir 1,2%, a 96.203 pontos. Nesse ambiente de menor aversão ao risco, o dólar caiu 2,2%, a R$ 5,31.

No exterior, houve a divulgação de índices de atividade econômica mais forte em países como China, Alemanha e Reino Unido. Na Zona do Euro, o índice de gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) ficou em 47,4 pontos no final do mês passado –o mercado esperava 46,9.

Para o IHS Markit, responsável pela divulgação do PMI, os número indicam “uma forte recuperação das fábricas” no bloco econômico.

Nos Estados Unidos, a atividade manufatureira se recuperou em junho e atingiu o nível mais alto em mais de um ano, e no Brasil o índice de atividade industrial medido pelo PMI também mostrou reação: de 38,3 pontos em maio para 51,6 pontos em junho. Acima de 50, o índice já considera que o desempenho é de expansão.

Vacina

A percepção de retomada da economia global animou os investidores, assim como a vacina para Covid-19 desenvolvida pela empresa alemã de biotecnologia BioNTech e pela gigante farmacêutica Pfizer, que mostrou potencial e foi bem tolerada no estágio inicial de testes em humanos.

Esse cenário mais otimista acabou superando as preocupações com uma segunda onda de coronavírus, que poderia interromper esse processo de retomada.

O destaque positivo do pregão foram as ações da Cyrela, que encerraram o dia com alta de 7,5%.

Em seguida, vieram Cosan, Ecorodovias, Cogna Educação, Cielo, CVC e Eletrobras, todas com ganhos acima de 5%.

(Com a Reuters)

 

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