O Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) deflagraram nesta quinta-feira (dia 3) uma operação que investiga supostos vazamentos de resultados de reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) de 2010 a 2012.

A operação chamada “Estrela Cadente” apura o suposto fornecimento de informações sigilosas nos anos mencionados por parte da cúpula do Ministério da Fazenda e do Banco Central em favor de um fundo administrado pelo BTG Pactual, segundo o MPF.

A investigação foi instaurada a partir de colaboração premiada do ex-ministro Antônio Palocci, sendo investigada a possível prática, entre outros, de corrupção passiva e ativa, além de informação privilegiada e lavagem e ocultação de ativos.

A operação cumpriu mandado de busca e apreensão na sede do BTG Pactual em São Paulo. Segundo o MPF, um fundo de investimentos administrado pelo banco teria “obtido lucros extraordinários de dezenas de milhões de reais” com o uso de informações sigilosas.

O que diz o BTG? Em nota, o BTG afirmou que o fundo Bintang FIM tinha só um cotista pessoa física, um profissional do mercado financeiro e gestor credenciado pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) “que nunca foi funcionário do BTG Pactual ou teve qualquer vínculo profissional com o banco ou qualquer de seus sócios”.

O banco afirmou ainda que exerceu apenas o papel de administrador do fundo, sem ter qualquer poder de gestão ou participação nos negócios.

Quem administrava o fundo? Segundo dados da CVM, o fundo multimercado Bintang, que teve início em agosto de 2010 e foi encerrado em fevereiro de 2013, tinha carteira gerida por Marcelo Augusto Lustosa de Souza. Não foi possível entrar em contato com Souza de imediato.

Quem estava à frente do Banco Central na época? Em 2010, o presidente era Henrique Meirelles; em 2011 e 2012, o comando era de Alexandre Tombini.

Procurado, o BC afirmou que não foi comunicado sobre o conteúdo da operação, que corre sob segredo de Justiça.

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