Após uns dias de trégua, as preocupações com a incorporadora chinesa Evergrande voltaram à tona e derrubaram a Bolsa e desvalorizaram o real nesta sexta-feira (dia 24).

O Ibovespa teve queda de 0,69%, a 113.282 pontos, e o dólar subiu 0,64%, a R$ 5,34. Na semana, a Bolsa subiu 2%, e o dólar se valorizou 1,17%.

O que aconteceu com a Bolsa? O principal índice brasileiro de ações voltou a cair nesta sexta-feira, reverberando movimento negativo dos mercados globais diante de renovados temores de que uma quebra da incoporadora Evergrande cause uma crise sistêmica nos setores imobiliário e financeiro da China, com possíveis implicações no mundo todo.

Investidores globais estão em dúvida se receberão juros que venceram na véspera. A companhia deve US$ 305 bilhões e investidores temem um colapso sistêmico do sistema financeiro da China que reverbere em todo o mundo.

Por aqui, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA-15, prévia da inflação oficial brasileira, teve em setembro o nível mais elevado para o mês em 27 anos.

“O resultado confirma nossa leitura de inflação elevada no curto prazo, pressionada tanto pelos repasses em curso dos elevados custos de produção quanto pelo efeito da aceleração dos preços dos serviços”, escreveu a economista Ana Paula Tavares, da XP.

Já a FGV (Fundação Getúlio Vargas) revelou que confiança dos consumidores brasileiros recuou ao menor patamar em cinco meses em setembro diante de temores inflacionários, risco de crise energética e de incertezas econômicas e políticas.

O que aconteceu com o dólar? A moeda americana avançou contra o real, acompanhando a valorização internacional da divisa dos EUA, em meio a temores sobre a incorporadora chinesa Evergrande e expectativa de redução de estímulos pelo Federal Reserve em breve.

Enquanto isso, os investidores avaliavam as perspectivas para a política monetária brasileira à medida que digeriam dados de inflação mais fortes do que o esperado para setembro.

“Na China, não há ainda sinais de que o problema da Evergrande está perto de ser equacionado de maneira estrutural”, alertou em blog Dan Kawa, CIO da TAG Investimentos. “Isso terá impacto não desprezível sobre o crescimento do país e do mundo, em algum momento. Quanto mais tempo levar para essa questão ser solucionada ou endereçada, maior o impacto.”

Maiores altas:

Minerva (4,52%)
Petro Rio (3,87%)
JBS (3,72%)

Maiores baixas:

Meliuz (- 7,09%)
CSN (- 3,59%)
Americanas (- 3,55%)

(Com a Reuters)

 

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