A alta volatilidade no mercado externo, com os receios de como a segunda onda da pandemia poderá afetar a recuperação econômica dos países, fez o dólar fechar em alta de 1,53%, a R$ 5,26. Foi a maior alta da divisa americana em três semanas.

Em meio à alta dos casos de coronavírus no mundo, a Bolsa encerrou o seu primeiro pregão de 2021 em leve queda de 0,14%, a 118.854 pontos.

O que aconteceu com a bolsa e o dólar? O mercado brasileiro seguiu o pessimismo do exterior. O Morgan Stanley alertou, em relatório, que a relação risco/retorno de comprar ações americanas se deteriorou e que o mercado está pronto para uma correção de baixa.

O sentimento geral mais arisco teve argumento em renovadas preocupações com o salto em casos de covid-19, o desenrolar das vacinações e o resultado do segundo turno das eleições no estado americano da Geórgia, que pode definir a maioria no Senado do país.

Um ponto a que o mercado está atento é a evolução da covid-19 após as festas de fim de ano, uma vez que uma reabertura estável da economia e a vacinação são vistas como cruciais para uma recuperação consistente da atividade.

“Se surgirem evidências concretas que as reuniões e festas do fim de ano impulsionaram a crise sanitária, o otimismo dos investidores pode encolher à medida que novos casos e a taxa de ocupação de hospitais cresce”, disse Victor Beyruti, economista da Guide Investimentos.

O setor de mineração e siderurgia figurou mais uma vez na ponta positiva, com Vale avançando acima de 4%, enquanto os bancos caíram mais de 2%, puxando o índice para baixo.

Maiores altas:

CSN (+ 7,06%)
Petro Rio (+ 6,57%)
Gerdau (+ 6,09%)

Maiores baixas:

Embraer (- 5,54%)
Gol (- 4,25%)
Iguatemi (- 4,25%)

(Com a Reuters)

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