Na véspera do fim de semana prolongado, a Bolsa encerrou o pregão desta sexta-feira (dia 9) em queda de 0,45%, a 97.483 pontos.

Seguindo o movimento de queda no mundo todo, com um ambiente de maior apetite a risco, o dólar recuou 1,13%, a R$ 5,52.

O que aconteceu com a Bolsa e o dólar hoje? Com o final de semana prolongado, a agenda doméstica fraca e o problema fiscal ainda no radar, esta sexta foi uma dia de cautela dos investidores.

Nesta manhã, o presidente Jair Bolsonaro reiterou que o auxílio emergencial não será pago para sempre e que, apesar do valor baixo para os beneficiários, é muito caro para a União, ao mesmo tempo que ressaltou que outras medidas tomadas pelo governo farão que o país volte em breve à normalidade.

Mesmo assim, permanece a desconfiança do mercado com o cenário fiscal.

Em entrevista à Folha de S. Paulo, a principal analista para Brasil da agência de classificação de riscos S&P Global Ratings, Livia Honsel, afirmou que a falta de clareza em torno das medidas econômicas a partir de 2021 entrou no radar das agências de rating, e é vista como um risco para a nota do Brasil.

O ambiente internacional de maior tolerância ao risco, por outro lado, fez o dólar cair no mundo todo, incluindo no Brasil.

As esperanças em torno de um pacote de estímulo fiscal nos Estados Unidos fez a moeda americana encerrar a semana em queda pela primeira vez em um mês.

O destaque do pregão ficou por conta das ações de empresas ligadas à construção civil, já que analistas destacaram que o setor vem até superando os níveis pré-pandemia.

Maiores altas:

MRV (+ 8,51%)

Magazine Luiza (+ 6,84%)

Cyrela  (+ 4,59%)

Maiores baixas:

IRB   (- 7,24%)

JBS (- 4,08%)

Petrobras  (- 3,30%)

(Com a Reuters)

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