Em mais um dia de pessimismo generalizado nos mercados externos, estimulado principalmente pelas novas medidas restritivas contra a covid em países europeus, a Bolsa encerrou o pregão em queda de 1,32%, a 96.990 pontos.

O mesmo cenário fez o dólar fechar o dia em alta de 0,43%, a R$ 5,40, o maior valor deste mês. A moeda norte-americana, contudo, terminou a sessão longe da máxima do dia –quando saltou 2,26%, para R$ 5,49.

O que aconteceu com a Bolsa e o dólar hoje? Nos Estados Unidos, o S&P 500 recuou mais de 1%, refletindo a aflição de agentes financeiros de que eventuais novos ‘lockdowns’ na Europa em razão do crescimento de casos de coronavírus retardem a recuperação da economia norte-americana.

A epidemia de Covid-19 no Reino Unido está dobrando de tamanho a cada cerca de sete dias e, se esse ritmo continuar, haverá cerca de 50 mil novos casos por dia em meados de outubro, disse o conselheiro científico-chefe do governo, Patrick Vallance, nesta segunda-feira.

O clima nos mercados no exterior ainda teve como fator de pressão o escândalo sobre dinheiro sujo envolvendo vários bancos, após documentos vazados mostrarem que essas instituições transferiram mais de US$ 2 trilhões em recursos suspeitos ao longo de quase duas décadas.

No caso do dólar, o mercado demandou a segurança da moeda dos Estados Unidos em meio a notícias de que o Reino Unido está considerando um segundo lockdown nacional, enquanto Dinamarca, Grécia e Espanha introduziram novas restrições à atividade. O ministro da Saúde da Alemanha disse que a elevação de novas infecções em países como França, Áustria e Holanda é preocupante.

Até o meio da semana passada –quando a tensão no mercado de renda fixa ainda não havia se agravado–, o real vinha de cerca de três semanas de ganhos ante o dólar. Nesse período, a moeda brasileira valorizou-se 7,27%.

Porém, o humor do mercado virou conforme os preços na renda fixa se deterioraram diante de pressão nas negociações com títulos públicos, derivada de dúvidas sobre a capacidade do Tesouro Nacional de refinanciar a dívida pública.

“O rali do real foi justificado, em nossa visão, por renovado impulso sobre a agenda de reformas. Contudo, acreditamos que essa reavaliação está de forma apropriada nos preços e encerramos o ‘trade’ de compra de real”, disseram analistas do Bank of America em relatório recente.

Maiores altas:

B2W (+ 4,10%)

SulAmérica (+ 2,86%)

Weg (+ 2,27%)

Maiores baixas:

Gol (- 8,46%)

Azul (- 7,80%)

Embraer (- 4,79%)

(Com a Reuters)

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