Atualizada às 16h04

A Bolsa registra forte queda nesta segunda-feira (dia 20), refletindo a tensão do mercado com a crise da incorporadora chinesa Evergrande e nova alta de juros no Brasil nesta semana e com a possível retirada de estímulos à economia dos Estados Unidos.

Às 16h04, o Ibovespa mostrava desvalorização de 3,27%, aos 107.815 pontos, atingindo novas mínimas desde novembro do ano passado.

Ações de bancos e de empresas de commodities lideravam as perdas do índice. Os papéis da Vale tombavam 4,75%, sendo negociados a R$ 82,06. E os da Petrobras recuavam 3,45%, a R$ 24,07.

Já o dólar subia 1,49%, a R$ 5,36, acompanhando movimento internacional de busca por segurança em meio a temores sobre o crescimento global e o endividamento da gigante chinesa Evergrande, antes ainda das reuniões de política monetária do Federal Reserve e do Banco Central do Brasil.

Nesta sessão, o Banco Central fará leilão de swap tradicional para rolagem de até 15 mil contratos com vencimento em fevereiro e julho de 2022.

O que acontece com a Evergrande?

A Evergrande tem se esforçado para levantar fundos para pagar seus muitos credores, fornecedores e investidores, com os reguladores alertando que seus US$ 305 bilhões em passivos podem gerar riscos mais amplos para o sistema financeiro do país se não forem estabilizados.

Um dos principais credores da Evergrande fez provisões para perdas em uma parte de seus empréstimos para a empresa, enquanto alguns planejam dar mais tempo para pagar, disseram quatro executivos de banco à Reuters.

A incorporadora disse no domingo que começou a reembolsar os investidores em seus produtos de gestão de fortunas com imóveis.

 

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