Com o bom desempenho de bancos, que divulgaram balanços positivos, a Bolsa superou o dia ruim para commodities e fechou o dia no azul, com alta de 0,17%, a 123.019 pontos.

Em meio à tensão política e preocupações fiscais, o dólar subiu 0,21%, a R$ 5,24.

O que aconteceu com a Bolsa? O Ibovespa subiu nesta segunda, com ações de bancos e empresas de proteínas entre os principais suportes. O movimento foi limitado pelo efeito negativo da queda dos preços do petróleo e do minério de ferro nos papéis da Petrobras e da Vale.

Na visão do economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa, incertezas sobre o crescimento global em meio ao aumento da disseminação dos casos do coronavírus e expectativas quanto ao próximo movimento do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) pesam sobre os ativos de risco em geral, alimentando a volatilidade.

Rafael Ribeiro, analista da Clear Corretora, apontou que declarações do ministro da Cidadania, João Roma, sobre o programa assistencial Auxílio Brasil (o novo Bolsa Família) acalmaram um pouco o mercado. “O ministro descartou a possibilidade de o reajuste do benefício do novo Bolsa Família ultrapassar limites do teto de gastos caso o Congresso não aprove a PEC de parcelamento dos precatórios, que serviria para financiar o programa”, apontou.

O que aconteceu com o dólar? A moeda americana teve uma segunda-feira de elevada volatilidade, com o exterior  em um dia de aversão a risco e preocupações com a tensão política.

Os preços do dólar e dos juros ficaram sob intensa pressão nos últimos dias em meio a informações de que o novo programa do governo ficaria fora do teto de gastos –instrumento que ajuda a conter aumento de despesas. A fala de Roma de que o novo programa assistencial ficará dentro do teto animou os investidores, mas no final do dia prevaleceu o pessimismo.

Investidores estão incomodados também com a ideia da equipe econômica de alterar modelo de pagamento dos precatórios, o que foi entendido por alguns como uma forma de calote.

Maiores altas:

Minerva (4%)
BTG (3,92%)
Suzano (3,81%)

Maiores baixas:

JHSF (- 2,20%)
Eletrobras (- 1,89%)
Lojas Americanas (-1,79%)

(Com a Reuters)

 

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