As incorporadoras, as small caps (empresas menores e que movimentam menos volume na bolsa) e as empresas ligadas ao consumo foram os três setores que mais perderam valor na Bolsa em outubro, mês em que, após a segunda onda de coronavírus na Europa e o acirramento das eleições nos EUA, o Ibovespa fechou em queda de 0,7%.

É o que mostra o desempenho dos chamados índices setoriais, que são organizados pela bolsa e, em geral, agrupam papéis de empresas de um mesmo setor da economia ou características similares.

Apenas três encerraram outubro no azul –o destaque positivo foi o índice materiais básicos, ligado a commodities.

Veja abaixo o comportamento dos índices que mais perderam valor ao longo do mês passado:

Setor imobiliário

Pelo segundo mês seguido, o Imob, índice que mede o desempenho de incorporadoras, foi o que o mais perdeu no mês, com queda de 7,25%.

Um dos principais motivos para o tombo é o estresse em torno dos juros futuros, que aumentaram por conta das incertezas fiscais brasileiras.

Small Caps

As empresas menores e que movimentam menor volume na Bolsa sempre acabam sendo prejudicadas em momentos de volatilidade. Em setembro, já haviam estado entre as maiores quedas.

Em outubro, o índice que acompanha essas companhias recuou 4,83%. “Essa queda forte da bolsa muitas vezes afeta as empresas que têm menor liquidez de forma mais forte”, explica Rodrigo Knudsen, gestor da Vitreo.

Consumo

O mês também foi negativo para varejistas e empresas de turismo: o índice de Consumo teve queda de 4,38%. Os destaques negativos foram os papeis da CVC, afetada pelas perspectivas piores para o setor, Lojas Americanas e da B2W.

“Com o aumento de riscos de um segundo lockdown, o mercado inicia suas vendas por small caps ou empresas que devem ser afetadas de forma indireta, como aquelas do setor imobiliário ou consumo”, explica Flavio Aragão, sócio da gestora de recursos 051 Capital.

Veja o comportamento do índice que mais ganhou no período:

Materiais Básicos

Formado por papeis de siderúrgicas, mineradoras e empresas de papel e celulose, ou seja, empresas altamente exportadoras e que estão se beneficiando do dólar alto, o índice de Materiais Básicos registrou alta de 6,45% em outubro.

A CSN, por exemplo, se valorizou mais de 20%, embalada pelas perspectivas relacionadas ao IPO (abertura de capital) de sua unidade de mineração, seu forte resultado do terceiro trimestre e um horizonte de novos aumentos de preços de aço.

 

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