O atraso na vacinação e as incertezas fiscais para o Brasil não impediram que os investidores estrangeiros colocassem R$ 23,5 bilhões na bolsa brasileira em janeiro, o segundo maior valor da série histórica.

Dados da B3 mostram que o volume só perde para novembro de 2020, quando, em meio à divulgação de elevada eficiência das vacinas e a vitória de Joe Biden nos EUA, impressionantes R$ 33 bilhões entraram no mercado de ações brasileiro.

Os pequenos foram a única outra categoria de investidor que aportou recursos neste início de ano até agora: entre compras e vendas, as pessoas físicas ficaram no positivo em R$ 5 bilhões no mês passado. Já os fundos de investimento  retiraram R$ 19,4 bilhões da bolsa.

A manutenção do otimismo dos gringos em 2021 está relacionada ao panorama de “onda azul”, ou seja, a informação divulgada no início de janeiro de que os democratas dominarão não apenas a presidência e a Câmara, mas também o Senado americano.

A perspectiva é de um pacote extenso de estímulos para recuperação da atividade econômica, em um cenário de manutenção dos juros básicos dos EUA em níveis bastante baixos.

Quando as taxas de juros caem, o investidor é naturalmente “empurrado” para investir em ativos de maior rentabilidade, como as bolsas de valores de países emergentes.

Outro ponto é que, apesar dos contratempos com a forte segunda onda de covid-19 em diversos países, a vacinação está em curso, e novos imunizantes vêm se mostrando como tendo elevada eficácia contra a infecção.

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