Embora os índices acionários nos principais mercados estejam perto de máximas históricas, estrategistas do Goldman Sachs não veem sinais de uma bolha perigosa nas bolsas globais.

Os típicos sinais de risco sistêmico, como o aumento da alavancagem no setor privado e colapso da poupança não estão presentes, comenta os estrategistas liderados por Peter Oppenheimer em relatório para clientes divulgado nesta segunda-feira (22). Além disso, o rali acontece em um cenário de concentração de mercado em empresas que crescem rapidamente, geram caixa e transformam seus setores, como gigantes de tecnologia, complicaram.

“Há sinais de complacência e otimismo elevado no mercado”, escrever os estrategistas do Goldman no relatório. “No entanto, os elementos fundamentais que guiam o mercado e o estágio inicial do ciclo econômico que estamos longe de uma bolha ou mercado baixista.”

As bolsas europeias subiram na semana passada para o nível mais alto em um ano, apesar dos prolongados bloqueios e atrasos das campanhas de vacinação no continente, o que poderia adiar a recuperação após a recessão mais forte já registrada. Nos Estados Unidos, o índice S&P 500 avançou para outro recorde na semana passada.

Ainda assim, nem tudo é um mar de rosas. Analistas veem “bolsões de exuberância”, enquanto “altos ‘valuations’ implicam retornos de longo prazo mais baixos”.

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