Atualizada às 10h39

Será que a alta nos serviços é suficiente para salvar agosto? Nesta quinta (dia 14), o mercado acompanhou com atenção a divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que mostra o desempenho do setor no mês retrasado após a decepção com os números da indústria e comércio, informados na semana passada. Foi registrada alta de 0,5% em agosto, quando comparado com o mês anterior, de acordo com os dados divulgados hoje.

Em tempos em que as preocupações com a durabilidade da inflação vêm influenciando as bolsas no mundo todo, os investidores também estiveram atentos aos dados de variação de preços ao produtor nos Estados Unidos em setembro. Em relatório divulgado hoje, o Departamento do Trabalho informou que o índice aumentou 0,5%, após avançar 0,7% em agosto.

Dados atualizados do número de pedidos de auxílio desemprego nos EUA e dos estoques de petróleo da maior economia do mundo também foram divulgados nesta quinta. Os pedidos iniciais caíram em 36 mil, para 293 mil na última semana, chegando ao patamar mais baixo desde meados de março de 2020.

Veja que deve estar no radar do mercado nesta quinta (14):

Pesquisa de serviços 

Os números da produção industrial e das vendas no varejo decepcionaram os analistas de mercado. Por isso, todos os olhos se voltaram nesta quinta para a pesquisa de serviços de agosto. Na passagem de junho para julho, o volume do setor cresceu 1,1%, a quarta taxa positiva seguida e um nível de atividade 3,9% maior que o pré-pandemia. Em agosto, o crescimento desacelerou, ficando em 0,5%.

Ainda assim, na série com ajuste sazonal, o ganho acumulado foi de 6,5% nos últimos cinco meses. Com isso, o setor alcançou o maior patamar desde novembro de 2015 e está 4,6% acima do resultado registrado em fevereiro de 2020.

Entre as atividades que impulsionaram o crescimento estiveram informação e comunicação (1,2%), transportes (1,1%) e serviços prestados às famílias (4,1%). O único resultado negativo foi o de serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,4%).

Inflação ao produtor e auxílio desemprego nos EUA

Com o receio dos mercados que a inflação se torne mais duradoura do que o esperado, forçando os bancos centrais a elevar juros mais cedo, os investidores acompanharam com atenção os dados da inflação ao produtor (PPI) americana. Segundo o Departamento do Trabalho o indicador aumentou 0,5% em setembro, após avançar 0,7% em agosto. Nos 12 meses até setembro, o índice acelerou a 8,6%, maior avanço ante o ano anterior desde novembro de 2010, quando a série foi reformulada. Em agosto, a alta havia sido de 8,3%.

Na manhã de hoje, também foram informados os dados mais recentes dos pedidos de auxílio desemprego. Na semana encerrada em 9 de outubro, os pedidos iniciais caíram em 36 mil, para 293 mil. Foi o patamar mais baixo desde meados de março de 2020.

Estoques de petróleo

Também nos Estados Unidos, serão informados os estoques americanos de petróleo, que podem mostrar a terceira semana seguida de alta. O dado sai às 12h. Apesar de a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) ter reduzido a demanda global pela commodity prevista para este ano, os preços ainda estão elevados.

Radar corporativo: empresas para ficar de olho

Banco ABC Brasil

O banco, que recentemente teve sua recomendação elevada pelo Itaú BBA, promove uma reunião pública com analistas nesta quinta para divulgar estratégias, novas iniciativas e perspectivas para o futuro.

Petrobras e PetroRio 

A divulgação dos estoques de petróleo semanais nos EUA pode mexer com os papeis da Petrobras, que tiveram alta de quase 2% nesta quarta, e da PetroRio, que após rali na última semana passaram por uma correção e fecharam a quarta em queda de 3%.

Banco Pan e Inter 

Nesta quarta, as ações do Banco Pan e do Inter dispararam acima de 7%, em um movimento de correção dos bancos digitais após quedas na última semana. Os investidores estarão de olho nos papeis dessas instituições financeiras nesta quinta.

 

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