Atualizada às 10h34

A semana se encerra com as atenções dos investidores voltadas para a divulgação do índice oficial de inflação brasileiro, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de setembro, em um momento em que a disparada de preços eleva as projeções de juros futuros e de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto). O índice divulgado nesta manhã registrou alta de 1,16% em setembro e chegou a 10,25% no acumulado dos últimos 12 meses.

Também nesta sexta-feira (dia 8), foram divulgadas duas prévias da inflação de outubro, até a primeira semana do mês, ambas da FGV (Fundação Getúlio Vargas): o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal) e o IGP-M (Índice Geração de Preços ao Mercado). O IPC-S repetiu o avanço de 1,43% observado no fechamento de setembro, enquanto o IGP-M caiu 0,91% nesta primeira prévia de outubro.

Lá fora, os olhos estiveram na divulgação da taxa de desemprego nos Estados Unidos em setembro, assim como nas informações sobre ganho médio por hora dos americanos. Segundo o divulgado esta manhã, foram criados 194 mil postos de trabalho nos EUA durante o mês passado, número bem menor do que o previsto pelo mercado. O salário médio por hora aumentou 0,62%, ou US$ 0,19, em relação a agosto, chegando a US$ 30,85.

IPCA 

O IPCA teve alta de 1,16% em setembro e registrou a maior variação em 27 anos, segundo informou o IBGE na manhã desta sexta-feira. As altas acumuladas no ano ficaram em 6,9%. No acumulado de 12 meses, a inflação oficial chegou a 10,25%.

A FGV divulgou hoje as primeiras prévias de outubro de dois índices de preços, o IPC-S e o IGP-M. O IPC-S da primeira quadrissemana de outubro avançou 1,43%, repetindo o resultado que foi visto no fechamento de setembro. O indicador acumula alta de 10,45% em 12 meses. O IGP-M caiu 0,91%, resultado menos negativo do que o registrado na mesma prévia de setembro (-1,09%). A deflação do IGP-M foi puxada por uma queda de 1,52% do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M).

Relatório de emprego nos Estados Unidos

Nos EUA, o governo divulgou o relatório de emprego de setembro, com o número de vagas criadas, taxa de desemprego e ganho médio por hora dos americanos. O Departamento do Trabalho informou nesta sexta-feira que foram criados 194 mil postos de trabalho nos EUA durante o mês passado. O resultado não atendeu às expectativas. Economistas consultados pela Reuters esperavam abertura de 500 mil vagas. A taxa de desemprego recuou para 4,8%, ante 5,2% em agosto. O salário médio por hora teve alta de 0,62% em relação a agosto, o que corresponde a US$ 0,19, chegando a US$ 30,85.

Os dados mais recentes do mercado de trabalho na maior economia do mundo ajudam a determinar os próximos passos da política monetária nos EUA, com eventual retirada de estímulos.

Teto da dívida nos EUA

O mercado também esteve atento às notícias em torno do teto da dívida nos Estados Unidos. O Senado americano aprovou na noite de quinta-feira (7) um aumento de US$ 480 bilhões no valor máximo de endividamento do Departamento do Tesouro, uma medida que evita um calote catastrófico da dívida neste mês.

Radar corporativo: empresas para ficar de olho

Vale

Pelo segundo pregão seguido, a mineradora, que tem o maior peso no Ibovespa, se valorizou com força nesta quinta, ampliando o seu desempenho positivo de outubro. A companhia informou que uma decisão judicial determinou retorno imediato das atividades de mineração de Onça Puma, no Pará. Os investidores vão ficar acompanhando até onde vai o rali da empresa, que vem de meses de desvalorização.

CVC

Enquanto isso, a CVC Brasil continua em uma má fase, e caiu mais de 4% nesta quinta, renovando a mínima de fechamento em um mês. A operadora de turismo revelou que alguns de seus sistemas seguem interrompidos após ataque hacker sofrido no início deste mês.

JBS 

Más notícias também para a JBS, que tomou quase 3% nesta quinta com a notícia de que cerca de um terço do gado comprado pela empresa entre janeiro de 2018 e junho de 2019 teria vindo de áreas com problemas de desmatamento, segundo auditoria do Ministério Público Federal do Pará.

(Com a Reuters)

Quer receber notícias do 6 Minutos direto no seu celular? Estamos no Telegram (t.me/seisminutos) e no WhatsApp (https://6minutos.uol.com.br/whatsapp).