Atualizada às 9h55

Os mercados do mundo todo estão acompanhando os riscos que a inflação representa para o crescimento, e dados divulgados nesta quarta-feira (13) ajudarão a lançar luz sobre esse cenário.

Nos Estados Unidos, logo pela manhã, foi divulgado o CPI (Índice de Preços ao Consumidor) de setembro, que mede a inflação da maior economia do mundo em bens e serviços. O índice teve um aumento de 0,4% em comparação ao mês anterior.

Durante a tarde, é a vez de buscar pistas sobre o cenário macroeconômico na ata do Fomc (comitê de política monetária do Fed, o BC dos EUA).

Para esta quarta foi marcada também a divulgação da produção industrial de agosto na Zona do Euro e da inflação da Alemanha em setembro.

Inflação nos Estados Unidos

Nesta manhã, foi divulgado o CPI (Índice de Preços ao Consumidor) de setembro nos Estados Unidos, que mostrou um aumento de 0,4% em comparação ao mês anterior. A previsão dos analistas era de que o indicador se manteria estável no mês. Na base anual, os preços subiram 5,4%, ante estimativa de alta de 5,3%.

Ata do Fomc

A ata do Fomc, que é o comitê de política monetária do Fed, pode esclarecer dúvidas dos investidores sobre as perspectivas do banco central dos EUA para o avanço de preços e geração de empregos.

No comunicado da última reunião, em que os juros foram mantidos, os membros do Fomc indicaram que pode estar chegando a hora de o Fed reduzir os estímulos à economia, como compra de US$ 120 bilhões em títulos mensalmente.

Produção industrial na Zona do Euro

Em meio às preocupações com fornecimento de insumos para algumas cadeias de produção, a produção industrial na Zona do Euro caiu 1,6% em agosto sobre julho, conforme esperado. No entanto, os dados ficaram acima da expectativa na base anual, com alta de 5,1%, devido um salto na fabricação de produtos ao consumidor não-duráveis.

Radar corporativo: empresas para ficar de olho

Comerc

Esta quarta é o dia da estreia das ações da Comerc na B3. A empresa, fundada há 20 anos, atua na comercialização e geração de energia, e segundo informações do prospecto de IPO (abertura de capital), pretende levantar cerca de R$ 1,5 bilhão.

Com o dinheiro captado, a empresa pretende investir em novos projetos, assim como em projetos de expansão para geração de energia centralizada e distribuída. O valor mínimo para participar do IPO é de R$ 3 mil, e o máximo, de R$ 1 milhão.

Vale

As ações da Vale avançaram 2,2% no último pregão, na esteira do salto das cotações do minério de ferro na China, depois que uma inundação na principal produtora de carvão do país intensificou temores de oferta para a indústria siderúrgica.

Embraer

A companhia aérea teve um bom desempenho no pregão, impulsionada pelo anúncio de uma encomenda de até 100 aeronaves, com valor de US$ 1,2 bilhão feita pela NetJets, empresa de Warren Buffet. O mercado se animou com a novidade e os papéis da empresa foram uns dos mais valorizados no pregão.

(Com Reuters)

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