Atualizado às 10:50

Após a divulgação pelo IBGE de pesquisas da indústria e comércio decepcionantes para agosto –do trio de levantamentos divulgados pelo instituto mensalmente, a exceção foi serviços — o mercado acompanhou a divulgação do IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) para o mês retrasado. De acordo com os dados divulgados nesta sexta-feira, o sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), teve recuo de 0,15% em agosto na comparação com julho.

Em tempos de preocupação com a inflação, os investidores ainda estiveram atentos à divulgação do IGP-10 do início de outubro e aos dados de vendas do varejo e confiança do consumidor nos Estados Unidos. A FGV (Fundação Getúlio Vargas) informou que o Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) caiu 0,31% em outubro, após ter recuado 0,37% em setembro. As vendas no varejo dos EUA surpreenderam com um crescimento de 0,7% em setembro ante agosto.

Veja que deve estar no radar do mercado nesta quinta (14):

IBC-Br 

O índice de atividade econômica do BC foi construído para ser uma espécie de prévia do PIB (Produto Interno Bruto) mensal, e seu resultado para agosto, veio pior do que o esperado. A atividade da economia brasileira contraiu em agosto pela primeira vez em três meses 0,15% em agosto, segundo dados divulgados nesta sexta-feira.

Na comparação com agosto de 2020, o IBC-Br avançou 4,74% e no acumulado em 12 meses houve alta de 3,99%.

O Banco Central também revisou o resultado de julho para baixo, passando para um crescimento de 0,23% depois de ter informado originalmente avanço de 0,60%.

IGP-M do início de outubro

Também foi divulgado nesta sexta-feira o IGP-10 (Índice Geral de Preços – 10), da FGV. O índice caiu 0,31% em outubro, após ter recuado 0,37% no mês anterior. A preocupação com a inflação em um cenário de perspectivas ruins para atividade econômica é um dos pontos que vêm afetando as bolsas no mundo todo. A deflação anunciada hoje veio menos intensa do que o esperado.

No acumulado do ano, o IGP-10 teve um aumento de 16,08%. A taxa em 12 meses ficou em 22,53%.

Vendas do varejo 

Indicadores do desempenho da atividade econômica nos Estados Unidos vêm sendo seguidos com atenção pelo mercado, já que podem ajudar a definir os próximos passos da política monetária americana. O Departamento do Comércio divulgou hoje um crescimento de 0,7% nas vendas de setembro no varejo da maior economia do mundo. A soma no mês foi para US$ 625,4 bilhões e surpreendeu analistas que previam queda para o período.

Além disso, os dados de agosto ante julho foram revisados, mostrando alta de 0,9% nas vendas totais e ganho de 2% no resultado sem automóveis.

Radar corporativo: empresas para ficar de olho

Via, Magalu e Americanas

O pessimismo dos investidores com as perspectivas de curto prazo para o consumo doméstico derrubaram as ações de varejistas na Bolsa nesta quinta (dia 14). Via, Magalu e Americanas recuaram 2,56%, 2,3% e 1,5%, respectivamente. A dúvida é se essas ações se recuperarão no pregão desta sexta.

Petrobras e PetroRio

Nesta quinta, a Petrobras acabou fechando com leve alta de 0,17%, esvaziando parte dos ganhos que teve após o presidente Jair Bolsonaro afirmar que é favorável à privatização da empresa. A alta na cotação do petróleo vem colocando pressão de alta nas ações da estatal e da PetroRio.

Cyrela

Apesar de ter anunciado forte alta no número de lançamentos, a construtora Cyrela também informou forte queda nas vendas do terceiro trimestre. Por isso, perdeu mais de 2% no pregão desta quinta, liderando a queda de empresas do setor imobiliário.

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