O Ibovespa fechou em alta nesta quarta-feira, favorecido pela trajetória positiva em Wall Street e avanço dos preços do petróleo, com as ações do IRB Brasil capitaneando os ganhos após a resseguradora reportar lucro líquido em maio.

O índice de referência do mercado acionário brasileiro subiu 0,42%, a 125.929 pontos, segundo dados preliminares.

Já o dólar fechou em queda de 0,76%, cotado a R$ 5,192.

O que aconteceu com a Bolsa? Com a recuperação do setor de commodities e a manutenção do movimento de alta dos bancos, o Ibovespa encerrou o pregão em alta e se consolidou acima dos 125 mil pontos.

“A queda recente do setor financeiro, com os papéis dos bancos retornando para os níveis de março, e as expectativas de bons resultados no segundo trimestre ajudam a explicar o movimento de recuperação visto neste começo de semana”, explica Rafael Ribeiro, analista da Clear Corretora. “Para o trimestre, esperam-se menores provisões, aumento da receita de serviços como reflexo da retomada da economia e a sequência de redução de custos vinda desde o ano passado.”

Newton Rosa, economista-chefe da SulAmérica Investimentos, afirma que, após as fortes quedas das bolsas na segunda-feira, os investidores deixaram em segundo plano as preocupações com a disseminação da variante delta do coronavírus para focar nos balanços que vêm sendo divulgados.

“Agora eles estão em busca de pechinchas, respaldados ainda pela percepção da continuidade do crescimento global e de políticas monetárias estimulantes”, diz.

Na visão da equipe da CM Capital Markets, os mercados seguem o movimento de recuperação iniciado na véspera, também absorvendo as novas notícias sobre a eficácia das vacinas contra a variante delta da Covid-19.

Entre os destaques positivos, IRB Brasil avançou 8,50%, após dados mostrando lucro líquido de R$ 7,5 milhões em maio, revertendo prejuízo de R$ 202,1 milhões verificado um ano antes.

Embraer subiu 3%, com dados de entregas no segundo trimestre. A empresa terminou o período com carteira de pedidos firmes de US$ 15,9 bilhões, alta de 12% ante o primeiro trimestre, retornando a níveis pré-pandemia.

Na outra ponta, Cogna caiu 1,97% e Yduqs perdeu 1,99%, com o BTG Pactual prevendo resultados ainda fracos no setor, dada a dinâmica ainda difícil no segmento presencial, pressão de preços no ensino a distância, alavancagem operacional negativa e provisões em níveis altos.

O que aconteceu com o dólar? O dólar voltou a registrar uma sessão de gangorra nesta quarta-feira, mas ao término dos negócios firmou queda e fechou abaixo de R$ 5,20, com investidores descontando na moeda a volta do apetite por risco no exterior, mas sem tirar do radar o noticiário de Brasília e dados econômicos locais.

O dólar à vista caiu 0,76%, a R$ 5,192 na venda, maior baixa diária desde 14 de julho (-1,87%).

A moeda oscilou de R$ 5,279 (+0,92%) a R$ 5,1811 (-0,95%).

Maiores altas:

IRB BRasil (+8,50%)
Braskem (+4,67%)
Embraer (+3%)

Maiores baixas:

Lojas Americanas PN (-5,04%)
Fleury (-2,71%)
Hapvida (-2,44%)

Com a Reuters

Quer receber notícias do 6 Minutos direto no seu celular? Estamos no Telegram (t.me/seisminutos) e no WhatsApp (https://6minutos.uol.com.br/whatsapp).