Indicadores positivos para as economias de Brasil e Estados Unidos e perspectivas melhores para um acordo comercial entre os americanos e a China marcaram a bolsa brasileira nesta semana.

Impulsionado pela perspectiva mais otimista, o Ibovespa registrou seu terceiro recorde consecutivo e fechou esta sexta-feira (6) em 111.125 pontos, uma alta de 0,46% — na semana, a subida acumulada foi de mais de 2,50%. Via Varejo (VVAR3), que subiu 7,30%, foi a maior alta do dia, ainda na esteira de uma percepção de melhora do horizonte da empresa após bons resultados na Black Friday.

“A divulgação de dados positivos para o emprego nos Estados Unidos foi o fator que ajudou a puxar para cima o mercado hoje e que também impulsionou as bolsas lá fora”, explica Luis Sales, analista da Guide Investimentos. Nesta sexta, foi registrada a criação de 266 mil novas vagas no país em novembro, acima da média de 180 mil vagas/mês registrada em 2019.

Com o cenário externo mais favorável a investimentos de maior risco, o dólar perdeu um pouco da força e, consequentemente, abriu espaço para a valorização de moedas emergentes. A cotação do dólar comercial caiu 1,02% e fechou em R$ 4,14. No acumulado da semana, a queda foi de 2,12%.

No caso do real, influenciaram na valorização também os dados de aceleração da inflação, indicando menor oscilação para as taxas de juros no médio e no longo prazo.

Que fatores influenciaram nesta semana?

  • Noticiário sinalizando uma probabilidade maior de um acordo comercial entre China e Estados Unidos.
  • Arrefecimento das tensões políticas na América Latina. Além do real brasileiro, os pesos colombianos, chilenos e mexicanos também se valorizaram.
  • Por aqui, o resultado para o PIB do terceiro trimestre ficou acima do esperado pelo mercado e passou a indicar uma retomada mais forte da atividade econômica no Brasil.

Dá para dizer que o jogo virou e agora é o momento do otimismo? Mais ou menos. O principal é que alguns dos fatores que tensionaram o mercado ao longo do mês de novembro perderam força nesta última semana e isso ajudou.

No entanto, as expectativas ainda são moderadas. Será preciso aguardar o andamento da agenda econômica, uma constância em dados bons na economia brasileira e, é claro, acertos efetivos entre China e EUA para além da seara das especulações antes de se poder garantir mares menos turbulentos.

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