Após a pior queda desde 8 de março no pregão de ontem, a Bolsa subiu nesta quinta (dia 13) 0,83%, a 120.705 pontos, com os investidores um pouco mais otimistas com balanços e após comentário do Fed (banco central dos EUA) que, apesar da alta da inflação, ainda levará muitos meses para considerar uma alta de juros.

O dólar fechou o pregão em alta de 0,15%, a R$ 5,31.

O que aconteceu com a Bolsa e o dólar? Após registrar ontem o pior desempenho desde março, o Ibovespa se recuperou nesta quinta, encontrando suporte em resultados corporativos, entre eles o da Natura, da Eletrobras e da Yduqs.

Na véspera, a bolsa fechou em queda de 2,65% por causa de preocupações sobre o comportamento da inflação americana e seus reflexos nos próximos passos do Fed (banco central americano). O sinal negativo ainda prevalecia em pregões europeus e commodities como minério de ferro e petróleo, mas Wall Street abriu em alta, corroborando a melhora na bolsa paulista.

“Nesta quinta, o diretor do Fed, Christopher Waller, afirmou que precisarão vários meses de dados de inflação para considerar uma mudança na política monetária expansionista”, aponta o analista Rafael Ribeiro, da Clear Corretora.  “Segundo ele, a recente alta dos preços será temporária, à medida que os gargalos de oferta diminuam e os consumidores gastem um excedente de poupança acumulado do fluxo de recursos disponibilizados pelo governo durante a pandemia”.

Na outra ponta, a queda na cotação do minério de ferro na China, que chegou a ser de 9,5%, pressionou as cotações da Vale, que perdeu mais de 1,5% de valor neste pregão.

Ainda pelo lado negativo, o mercado acompanhou com atenção os desdobramentos da CPI da Covid, que hoje ouviu o CEO da Pfizer para a América Latina, Carlos Murillo, sobre as recusas de compra da vacina da farmacêutica pelo governo brasileiro.

Maiores altas:

Yduqs (+9,26%)
Eletrobras (+6,80%)
Equatorial (+5,13%)

Maiores baixas:

Usiminas (-4,38%)
Locaweb (-3,92%)
Marfrig (-3,66%)

(Com a Reuters)

 

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