O Ibovespa fechou em ligeira queda nesta quarta-feira (3), após mais uma sessão volátil, ainda afetada por temas como questão fiscal, covid-19 e Petrobras. Ao cair 0,32%, o índice marcou 111.183 pontos.

O dólar também andou de lado, com pequeno recuo de 0,07%, cotado a R$ 5,66.

O que aconteceu com a Bolsa? O Ibovespa mostrou volatilidade nesta quarta-feira (3), chegando a trabalhar momentaneamente no azul, em meio a expectativas relacionadas ao cenário fiscal brasileiro. O agravamento da pandemia de covid-19 no país e a temporada de balanços também ocuparam as atenções.

A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia afirmou pela manhã que incertezas econômicas continuam elevadas e estimou que o primeiro trimestre será desafiador para o Brasil. Ao mesmo tempo, avaliou que a política monetária estimulativa, a expansão da vacinação, a consolidação fiscal e a continuidade das reformas vão permitir o aumento da confiança e maior vigor econômico ao longo de 2021.

O comentário veio após números do IBGE mostrarem que o PIB do país caiu 4,1% no ano passado – maior tombo da série que começa em 1996.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), disse que o teto de gastos previsto na PEC Emergencial não terá novas exceções. O texto da PEC, em discussão no Senado, já prevê que a retomada do auxílio emergencial não entrará nesse limite, mas parlamentares cogitavam que o Bolsa Família também ficaria de fora, o que Lira descartou.

“Tanto o Senado quanto a Câmara votarão as PECs sem nenhum risco ao teto de gastos, sem nenhuma excepcionalidade ao teto. Essas especulações não contribuem para o clima de estabilidade e previsibilidade”, afirmou o deputado no Twitter.

O noticiário vespertino também trazia informações de que o Ministério da Saúde vai assinar com a Pfizer para comprar vacinas do laboratório contra covid-19.

Entre os destaques da Bolsa, Petrobras ON e Petrobras PN caíram 4,29% e 3,64%, respectivamente, ainda afetadas por incertezas envolvendo a petrolífera, particularmente a autonomia para os preços de combustíveis. Quatro membros de seu conselho de administração rejeitaram indicação para recondução aos cargos. O Santander cortou a recomendação dos papéis para ‘manter’, bem como reduziu o preço-alvo da ON para R$ 20.

CVC Brasil ON recuou 4,53%, engatando a quinta sessão consecutiva de queda, em meio ao agravamento da pandemia de Covid-19 no país e o risco de recrudescimento em medidas de restrição de circulação. O Brasil registrou na véspera 1.641 novas mortes em decorrência do coronavírus, recorde para um dia desde o início da pandemia.

O que aconteceu com o dólar? O mercado de câmbio sofreu uma reviravolta nesta quarta-feira (3), com o dólar fechando em ligeira queda (-0,07%), na casa de R$ 5,66, depois de operar em alta ao longo de toda a sessão e superar R$ 5,77. Investidores acionaram expressivas ordens de vendas na reta final dos negócios, após o presidente da Câmara garantir que o Congresso não permitirá furo do teto de gastos.

Especulações de que seriam apresentadas emendas para deixar o Bolsa Família fora do teto de gastos aumentaram a pressão sobre o mercado de câmbio desde o fim da manhã, o que fez o Banco Central anunciar dois leilões de swap cambial tradicional, os quais resultaram em injeção líquida de US$ 2 bilhões nos mercados futuros de câmbio.

O dólar à vista terminou com variação negativa de 0,07%, a R$ 5,6624 na venda. Na máxima, alcançada pouco depois das 13h, a cotação saltou 1,89%, para R$ 5,7732, nos picos desde novembro do ano passado.

Maiores altas:

PetroRio (+4,61%)
Magazine Luiza (+3,50%)
Bradesco ON (+2,02%)

Maiores baixas:

Pão de Açúcar (-5,61%)
CVC Brasil (-4,53%)
Petrobras ON (-4,29%)

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