Repetindo a escalada na cotação observada na semana passada, o dólar encerrou esta quinta-feira (14), véspera de feriado, negociado a R$ 4,1927. Foi o segundo maior valor nominal de fechamento da história. Na comparação com ontem (13), o avanço foi de 0,17%.  Já a bolsa de valores de São Paulo foi influenciada por cenários positivos internos e externos e fechou em alta de 0,47%, aos 106.556 pontos.

O que aconteceu com o dólar? A valorização nos últimos pregões tem sido consequência de uma sucessão de acontecimentos, como o (frustrante) megaleilão do pré-sal na semana passada, a interpretação (pessimista) do mercado sobre a liberdade do ex-presidente Lula e a cada vez maior instabilidade política na América Latina.

E os bons sinais da economia? A prévia do PIB (Produto Interno Bruto), divulgada nesta quinta-feira pela manhã, mostrou um provável crescimento de 0,44% da economia  no terceiro trimestre. Junto disso, analistas começam a dizer que o país engatou de vez a retomada – que será lenta, entretanto.

Lá fora, a informação de que China e Estados Unidos estão se esforçando mutuamente para postergar novas sobretaxas animou investidores, que querem o fim da guerra comercial entre as duas maiores potências do mundo.

E as ações negociadas? A maior alta, disparada, foi das ações da Via Varejo (+7,83%). Apesar do prejuízo quatro vezes maior que no terceiro trimestre de 2018, os acionistas gostaram das perspectivas para a varejista, o que valorizou os papéis. BrMalls (+4,51%), com balanço de resultados positivo, e Magazine Luiza (+4,24%), ainda no embalo da nova leva de ações ofertadas nesta semana, também se destacaram no pregão.

Por outro lado, as ações da incorporadora MRV caíram 4,03%, após o banco Credit Suisse sugerir a venda desses ativos e apontar uma depreciação de R$ 1,50 no preço-alvo da ação.

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