Na expectativa do envio da reforma administrativa ao Congresso nesta quinta-feira (dia 3) e repercutindo declarações do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, de que a autoridade monetária pode intervir “pesadamente” no câmbio, o dólar emendou a segunda queda consecutiva e encerrou as negociações desta quarta-feira (dia 2) com perda de  0,49%, a R$ 5,35.

Em um pregão de realização de lucros após a forte alta de ontem, a Bolsa fechou em queda de 0,25%, a 101.911 pontos.

O que aconteceu com o dólar e a Bolsa? A queda na divisa americana em relação ao real está relacionada com o fato de que o mercado aguarda, para amanhã, o envio ao Congresso da reforma administrativa, conforme anunciado na manhã de ontem pelo presidente Jair Bolsonaro.

A promessa foi entendida como sinal de maior compromisso do governo com a agenda de reformas e de equilíbrio fiscal, o que indica fortalecimento da posição do ministro da Economia, Paulo Guedes, dentro do Executivo.

Além disso, os investidores acompanharam nesta quarta declarações do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, de que a autoridade monetária não trabalha com nível de preço para o câmbio e que poderá intervir “pesadamente” caso ache necessário. O BC segue estudando os fatores que estão provocando a volatilidade, completou ele, citando a realização de mais contratos pequenos e o uso do real como hedge (proteção contra variação cambial).

Já o Ibovespa viveu um dia de realização de lucros e ajuste de posições após a forte alta ontem.

Com a queda, a Bolsa se descolou de Wall Street, que encerrou em alta nesta quarta pela nona vez nas últimas 10 sessões, com o aumento na criação de postos de trabalho no setor privado nos Estados Unidos no mês passado.

Maiores altas:

Fleury (+ 6,61 %)

Totvs (+ 3,47%)

Hypera (+ 3,42%)

Maiores baixas:

Suzano (- 4,13%)

Cosan (- 3,16%)

Klabin (- 2,68%)

(Com a Reuters)

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