As ações do Pão de Açúcar dispararam nesta sexta-feira (15) depois de anunciar acordo com o Assaí. Os papéis do GPA subiam 14,67% às 10h41. Já os do Assaí, caíam 6,27%.

Um relatório do Itaú diz que, para o GPA, o desinvestimento é positivo e o valor da negociação é atrativo. “A transação ainda fortalece o balanço da empresa e permite a expansão de lojas Pão de Açúcar. Por outro lado, não foi submetida a aprovação dos acionistas, o que deve ser visto de forma negativa pelo mercado”, afirma relatório.

Já no caso do Assaí, o Itaú diz que esta é a maior fusão e aquisição feita pela empresa, o que é positivo para consolidar a marca na indústria. Por outro lado, também não foi avaliada pelos acionistas, o que desagradou.

O GPA desistiu do formado de hipermercados e vendeu a bandeira Extra Hiper para o Assaí. Segundo o presidente do grupo, Jorge Faiçal, o acordo vai trazer recursos para o GPA se tornar mais ágil e acelerar seu crescimento no varejo alimentar físico e digital.

O GPA vendeu 71 das 103 lojas Extra Hiper e abandonou a bandeira, criada há 36 anos, por R$ 5,2 bilhões.

“Teremos uma empresa que deixará de trabalhar na defensiva e partirá para o ataque, trabalhando suas fortalezas”, disse Faiçal em teleconferência com analistas, referindo-se à bandeira Pão de Açúcar.

Segundo ele, com o acordo com o Assaí, o GPA vai abrir 100 lojas Pão de Açúcar nos próximos três anos no país e 100 lojas do formato de proximidade Minuto Pão de Açúcar.

Faiçal não fez projeções sobre a margem Ebitda do grupo após a transformação, mas afirmou que espera que a transação com o Assaí “traga margem Ebitda significativamente mais alta”.

Durante a teleconferência, o presidente do GPA disse que a empresa também está abandonando o formato de drogarias no país.

(Com Reuters)

 

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