Em um dia de preocupações no exterior com o impasse em torno do pacote de estímulos à economia dos EUA e aumento de casos de coronavírus, o dólar fechou o dia em alta de 1,83%, a R$ 5,31.

Já a Bolsa encerrou primeiro pregão de agosto em leve queda de 0,08%, a 102.829 pontos.

O que aconteceu com o dólar hoje? A moeda americana, que passou por uma forte desvalorização no mês passado, subiu no mundo todo, com os investidores corrigindo preços e buscando a segurança do dólar em meio ao aumento das incertezas no cenário macroeconômico global.

Uma delas é sobre a aprovação de um novo pacote de estímulos nos EUA, que enfrenta um impasse no Congresso americano: republicanos e democratas divergem sobre o tamanho do auxílio, o que preocupou o mercado.

Esse cenário se soma ao aumento de casos de coronavírus no país e ao receio quanto à sustentabilidade fiscal dos EUA –na última sexta (dia 31), após o fechamento do mercado, a agência de classificação de risco Fitch reduziu a perspectiva da nota soberana do país (rating) de “estável” para “negativa”.

“O mercado está olhando muito lá para fora”, disse Fernanda Consorte, estrategista de câmbio do banco Ourinvest. “Você tem uma expectativa em relação ao pacote de US$ 1 trilhão nos Estados Unidos, mas as negociações estão duras, está difícil de sair”.

O que aconteceu com a Bolsa? No caso do Ibovespa, esse cenário pessimista acabou sendo contrabalanceado pelo desempenho positivo dos preços do minério de ferro no exterior, que fez as ações da CSN saltarem 6,3% no pregão desta segunda.

Além disso, dados melhores do setor manufatureiro nos EUA amenizaram os temores sobre uma desaceleração no ritmo de retomada da maior economia do mundo.

Maiores altas:

CSN (+ 6,29%)

B2W (+ 5,60%)

JBS (+ 4,46%)

Maiores baixas:

Cogna Educação (- 5,19%)

Raia Drogasil (- 4,54%)

CVC Brasil (- 3,85%)

E como fecharam as bolsas americanas?  Segundo dados preliminares, o Dow Jones subiu 0,9%, enquanto o S&P 500 avançou 0,72%. O Nasdaq registrou alta de 1,47%, encerrando no maior patamar desde 20 de julho.

(Com a Reuters)

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