Dividida entre o bom humor externo e as preocupações com o cenário fiscal para o Brasil, com a debandada de nomes importantes do Ministério da Economia, a Bolsa encerrou o pregão quase estável, com leve queda de 0,06%, a 102.117 pontos.

O clima conturbando na equipe econômica fez o dólar subir 0,69%, a R$ 5,45.

O que aconteceu com a Bolsa e com o dólar? Pela manhã, o Ibovespa chegou a operar em alta seguindo os principais índices do mercado americano, que avançaram em direção a uma máxima recorde com a recuperação das ações de empresas de tecnologia.

O principal índice da Bolsa, entretanto, não resistiu à pressão de baixa causada pela saída dos secretários especiais Salim Mattar (Desestatização) e Paulo Uebel (Desburocratização), que, insatisfeitos com o andamento das reformas, pediram demissão ontem.

O próprio ministro Paulo Guedes falou em “debandada” da sua equipe, em um recado para o presidente Jair Bolsonaro após tentativa dos ministros da Casa Civil, Braga Netto, e do Desenvolvimento Regional, Rogerio Marinho, de bancar investimentos em obras de infraestrutura com créditos extraordinários, que ficam fora do limite do teto de gastos.

Apesar de informações de bastidores afirmando que Guedes não sairá do governo e de uma declaração de Bolsonaro em redes sociais reafirmando o compromisso com as reformas, o mercado se manteve pessimista.

Esse clima de apreensão com o cenário fiscal fez a moeda brasileira ficar entre os piores desempenhos globais em relação ao dólar no pregão de hoje.

A divisa americana se valorizou apesar de duas ofertas de dólar do Banco Central no mercado.

Maiores altas:

Marfrig (+ 4,77%)

JBS (+ 2,57%)

Klabin (+ 2,38%)

Maiores baixas:

Cia Hering (- 5,95%)

BR Malls (- 3,99%)

Gol (- 3,85%)

(Com Estadão Conteúdo e Reuters)

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