A crise política um pouco mais controlada no Brasil e o processo de reabertura de economias pelo mundo fizeram o dólar, que em abril teve alta de quase 5%, encerrar este mês em queda de 1,65%, a R$ 5,34.

Nesta sexta, a moeda americana caiu 0,84%.

O divisor de águas para a cotação da divisa foi a divulgação do vídeo da reunião ministerial em que o presidente Jair Bolsonaro fala que vai interferir na Polícia Federal e órgãos de inteligência.

O conteúdo, publicado na última segunda (dia 25), não foi considerado tão bombástico pelo mercado, que vinha precificando até um eventual impeachment.

“Havia uma expectativa que o vídeo seria acapachante. Tem muitas coisas ruins lá, deixa claro a desorganização do governo, mas nada tão bombástico que pudesse levar a um impeachment”, avalia  o estrategista-chefe do grupo Laatus, Jefferson Laatus. “A partir dali o mercado começou a respirar mais aliviado, porque as tensões políticas diminuíram”.

Além disso, assim como aconteceu com a bolsa, o real se beneficiou do processo de reabertura em economias da Europa e parte dos EUA. “Isso é muito importante, traz fôlego para as economias, inclusive para o Brasil”, afirma Laatus.

As declarações consideradas contundentes do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que avisou que a autoridade monetária possui ferramentas para intervir no mercado e conter a volatilidade também ajudaram na valorização do real.

Trump

Nesta sexta, o dólar, que estava subindo, virou para queda após o presidente americano, Donald Trump, afirmar durante entrevista à imprensa que o acordo comercial entre EUA e China está mantido –o mercado temia uma potencial escalada mais séria nas tensões entre Washington e Pequim.

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