Quem olhar para os índices de ações e cotações de empresas listadas nesta segunda-feira (dia 9) vai encontrar uma sucessão de números em vermelho, que expressam as fortes desvalorizações nos mercados.

Mas, na contramão, sobressaiu o Índice VIX, conhecido como “índice do medo”, que subiu quase 30% nesta segunda-feira. A alta foi de 28,33% em relação ao fechamento da sexta-feira, aos 53,82 pontos. Durante o dia, o índice da CBOE (Chicago Board Option Exchange) chegou a superar a casa de 60 pontos, o nível mais elevado desde o fim de 2008, no auge da crise financeira global.

Mas o que é o VIX? A sigla representa o Índice de Volatilidade: ele mede a expectativa de volatilidade (ou seja, da variação das cotações para cima e para baixo, tanto em frequência como em intensidade) do mercado de ações americano. Ele é calculado em tempo real com base nas negociações de opções de compra e venda de ações do S&P 500, que é o índice de ações mais abrangente das bolsas americanas.

Para que serve o VIX? A partir das informações sobre volatilidade esperada, investidores podem ajustar as suas estratégias de negociação, incluindo a gestão de riscos e a composição da carteira de ações.

O que representam os 53,88 pontos do fechamento? Índices acima de 30 pontos expressam muita volatilidade e muitas incertezas pela frente. O VIX superou essa marca simbólica no último dia 24 de fevereiro, a segunda-feira que se seguiu às notícias de que o coronavírus havia começado a se alastrar fora da China.

Posso investir no VIX? Não é possível investir diretamente. Uma das alternativas é por meio de ETFs (exchange-traded funds), que são fundos que replicam a composição de determinados índices. A diferença, alertam analistas, é que o ETF do VIX contém riscos de perdas muito mais altos do que os ETFs de índices tradicionais.

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