Apesar de a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) ter dado 1º de setembro como prazo para que o pequeno investidor pudesse investir em ações gringas negociadas em reais, a B3 informou que esse acesso ainda levará cerca de dois meses.

De acordo com comunicado enviado pela Bolsa ao mercado, a liberação dependerá de uma aprovação adicional da CVM sobre regras que estão em desenho na B3.

Do que se trata essa aprovação adicional? Na resolução que liberou o acesso do pequeno investidor aos BDRS (como são chamados esses certificados que acompanham ações listadas no exterior), a CVM fala que esses papeis tem que ter lastro ações negociadas em “mercados reconhecidos”.

A responsabilidade para definir o que são mercados reconhecidos ficou com a B3, que após desenhar essas regras as submeterá novamente à CVM.

“A B3 fará a comunicação necessária para que os participantes possam realizar as adequações sistêmicas e comerciais pertinentes. A previsão é que esse processo seja concluído nos próximos dois meses”, afirma a Bolsa.

Me explica melhor esse investimento? BDR é um nome complicado para recibos negociados na B3 que representam papéis de empresas listadas em bolsas de outros países, e que ganham ou perdem valor de acordo com a movimentação nas suas bolsas de origem. Anteriormente, só eram disponíveis ao grande investidor (acima de R$ 1 milhão aplicados), mas a resolução da CVM ampliou esse acesso a todos.

Ao adquirir um BDR –que são vendidos em lotes mínimos de 10 – você está comprando um recibo lastreado com ações da empresa. Esse papel acompanha exatamente a variação do preço daquela ação no seu mercado de origem, mas é importante ter em mente que existe a diferença do câmbio.

Se estamos falando de uma empresa americana, por exemplo, uma variação para cima ou para baixo do dólar impactará no valor que o investidor vai ganhar ou perder no final do dia.

 

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