Sustentado pela valorização nas cotações das matérias primas, o Ibovespa encerrou o pregão desta segunda-feira (dia 17) em alta de 0,87%, a 122.937 pontos.

Com as perspectivas de que os juros se mantenham em patamar baixo nos EUA, o dólar fechou praticamente estável, a R$ 5,2665 – a variação negativa foi de apenas 0,09%.

O que aconteceu com a Bolsa? Puxada por ações de empresas ligadas a commodities, a Bolsa resistiu à pressão negativa de Wall Street e ao desempenho mais fraco do setor financeiro.

Altas das cotações de preços de matérias-primas, como minério de ferro e petróleo, sustentaram os papéis de gigantes domésticas ligadas a esses setores, como Petrobras e Vale, num dia de movimento desencontrado das bolsas internacionais.

“A recuperação do setor de siderurgia e mineração, com a produção de aço atingindo novos recordes na China, comprovando a forte demanda por minério de ferro no país, leva o Ibovespa novamente para a faixa de 123 mil pontos”, apontou Rafael Ribeiro, analista da Clear Corretora.

Sem uma agenda econômica de grande relevo nesta semana, gestores de recursos apontaram em relatórios a tendência de que os investidores façam movimentos mais táticos, enquanto medem os riscos de novas ondas da covid-19 e de picos inflacionários para a recuperação da economia e o desempenho das empresas.

No plano econômico, o ponto alto é a ata da última reunião do Fomc, o comitê de política monetária do Federal Reserve (banco central dos EUA), que acontece na próxima sexta.

Os agentes também seguem de olho em números globais da contaminação pelo coronavírus, especialmente na Ásia, e seus possíveis desdobramentos para a retomada da economia, como pontuou a equipe de pesquisa econômica do Bradesco nesta manhã.

No plano doméstico, o foco é na política, com depoimentos esperados na CPI da covid-19 dos ex-ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Eduardo Pazuello (Saúde).

O que aconteceu com o dólar? O dólar fechou com variação discreta nesta segunda-feira e em tom mais fraco do que no começo do dia, com o apelo da moeda americana afetado pela perspectiva de que os juros nos EUA sigam baixos, apesar do aumento da inflação por lá.

Nos mercados externos, o índice do dólar contra uma cesta de pares fortes recuou, depois de subir mais cedo.

“Muitos discutem se os principais bancos centrais do mundo estariam ‘atrasados’, à medida que a recuperação econômica continua e a inflação começa a subir”, disse a XP Investimentos em nota matinal.

Números da semana passada mostraram que os preços anuais ao consumidor dos EUA tiveram inesperadamente a maior alta em quase 12 anos em abril.

O foco dos agentes financeiros está na quarta-feira, quando o banco central norte-americano, conhecido como Fed, divulgará a ata de sua reunião de política monetária de abril. Investidores buscam saber se o Fed manterá com a mesma assertividade o compromisso de juros baixos com entendimento de inflação transitória.

Maiores altas:

JHSF (+4,87%)
Gerdau (+3,48%)
Iguatemi (+3,21%)

Maiores baixas:

Totvs (-2,06%)
B3 (-1,51%)
Magazine Luiza (-1,51%)

(Com a Reuters)

 

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