O temor dos impactos sobre a economia da nova onda de coronavírus na Europa e nos Estados Unidos e declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, de que o auxílio emergencial pode ser prolongado caso a covid volte a crescer no Brasil fizeram a Bolsa cair 2,2%, a 102.507 pontos.

Já o dólar encerrou o dia em alta de 1,14%, a R$ 5,47.

O que aconteceu com a Bolsa e o dólar? Em meio à pressão de baixa de Wall Street, o Ibovespa ainda operou com realização de lucros de investidores após os fortes pregões desta semana e da semana passada.

Nos Estados Unidos, as principais bolsas registraram quedas acentuadas com o aumento das infecções pelo coronavírus no país, com os investidores avaliando o cronograma para o lançamento em massa de uma vacina eficaz. Nova York tornou-se o mais recente estado a introduzir regras de distanciamento social mais rígidas.

As perdas do principal índice brasileiro se aprofundaram após o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmar que se houver uma segunda onda também no Brasil, o auxílio emergencial será prorrogado.

O real teve o pior desempenho entre as principais divisas nesta sessão. Joaquim Kokudai, gestor na JPP Capital, chama a atenção para o retorno do foco para os problemas fiscais no Brasil.

“O que desanima é que não se vê concretamente nenhum movimento claro na direção de resolução dos problemas das contas públicas. Guedes perdeu credibilidade”, disse, citando o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Operadores avaliam que a pressão de alta sobre o dólar deve persistir no curto prazo, à medida que se aproxima o fim do ano, período tradicionalmente marcado por fluxo cambial negativo. A demanda pela moeda adicionalmente será reforçada por compras relacionadas ao “overhedge”.

O desmonte do “overhedge” –proteção cambial adicional adotada por bancos e cuja eficiência foi colocada em xeque diante de mudanças, anunciadas neste ano, em regras tributárias– pode implicar compra de mais cerca de 15 bilhões de dólares até o fim do ano, segundo cálculos de algumas instituições financeiras.

Maiores altas:

Taesa (+ 3,10%)

Hapvida (+ 1,97%)

B2W (+ 1,51%)

Maiores baixas:

Azul (-6,38%)

Gol (- 5,92%)

Via Varejo (- 5,73%)

(Com a Reuters)

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