Em meio a preocupações fiscais e políticas no cenário doméstico, a Bolsa se descolou dos mercados americanos e encerrou o pregão desta quarta-feira (dia 20) em queda de 0,82%, a 119.646 pontos.

No dia da posse de Joe Biden como presidente dos Estados Unidos, o dólar fechou em queda de 0,63%, a R$ 5,31.

O que aconteceu com a bolsa e o dólar? O Ibovespa se descolou de Wall Street, com preocupações fiscais e ruídos políticos ofuscando o clima positivo com a posse de Biden e possíveis novos estímulos para a economia americana.

“Será fundamental acompanhar os passos do novo governo para entendermos seu foco, suas principais medidas e a direção que o país irá tomar em vários vetores, econômicos, geopolíticos e sociais”, afirmou o estrategista Dan Kawa, da TAG Investimentos.

Agentes financeiros ponderam, contudo, que os ativos brasileiros continuam minados pelos ruídos no cenário político e preocupações com o quadro fiscal.

“A nuvem de pessimismo não se dissipa”, afirmou a equipe da corretora Planner, citando, além dos riscos fiscais e políticos, notícias preocupantes sobre a economia, principalmente a extensão da crise com a pandemia e atraso na chegada de vacinas.

O real encerrou o dia surfando nos ganhos de moedas emergentes e outros ativos de risco, uma vez que a posse de Joe Biden como presidente dos Estados Unidos direciona o mercado para expectativas de mais estímulos.

A expectativa pela sinalização de política monetária do Banco Central do Brasil também esteve no radar, com muitos analistas acreditando que o BC possa preparar nesta quarta o terreno para retomada de alta de juros, o que tenderia a beneficiar o real.

Maiores altas:

B2W (+ 8,41%)
Magalu (+ 5,32%)
Lojas Americanas (+ 4,06%)

Maiores baixas:

PetroRio (- 3,67%)
Embraer (- 3,38%)
Equatorial (- 2,46%)

(Com a Reuters)

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