A assinatura pelo presidente dos EUA, Donald Trump, do pacote de ajuda de US$ 900 milhões para a economia americana e o acordo comercial entre Reino Unido e União Europeia pós-Brexit fizeram a Bolsa subir 1,12%, a 119.123 pontos, melhor patamar desde 23 de janeiro.

Com a aproximação da virada do ano, em um dia de baixa liquidez, o dólar subiu 1,12%, a R$ 5,23.

O que aconteceu com a Bolsa e o dólar? O Ibovespa seguiu o otimismo dos mercados externos, que viveram um dia de alívio depois que novas medidas de auxílio econômico foram aprovadas nos Estados Unidos. Trump sancionou no domingo um pacote de ajuda pela pandemia, restaurando o auxílio-desemprego a milhões de cidadãos e evitando a paralisação do governo federal.

Após meses de ansiedade em relação ao mercado de trabalho e à saúde das empresas da maior economia do mundo, os mercados internacionais comemoraram a notícia, recebendo ainda o impulso do acordo comercial pós-Brexit entre o Reino Unido e a União Europeia.

Já o dólar subiu com força ante o real nesta segunda, na reta final de ano, período que costuma ser marcado por volatilidade e menor liquidez.

Vários operadores chamavam atenção para a baixa liquidez dos mercados com a aproximação do Ano Novo, com o menor giro potencializando volatilidade. A expectativa de compra bilionária de dólares por bancos na virada do ano, por causa do desmonte do “overhedge” (mecanismo de superproteção para as variações cambiais futuras), era apontada como possível fator de pressão para o real.

“Com o final de ano, a liquidez reduzida pode gerar algum movimento mais brusco nos mercados”, disse à Reuters João Freitas, analista da Toro Investimentos.

Maiores altas:

IRB (+ 11,88%)
Cielo (+ 7,37%)
Pão de Açúcar (+ 3,64%)

Maiores baixas:

Qualicorp (- 1,59%)
Gol (- 1,18%)
Usiminas (- 1,16%)

(Com a Reuters)

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