O Ibovespa fechou em alta nesta quinta-feira após duas quedas seguidas, embalado por perspectivas positivas de retomada da economia e pela trajetória benigna em Wall Street, que teve sessão marcada por novas máximas históricas.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa teve acréscimo de 0,85%, a 129.513,23 pontos, de acordo com dados preliminares.

Já o dólar fechou em queda de 1,17%, a R$ 4,905, menor valor desde 9 de junho.

O que aconteceu com a Bolsa? O Ibovespa teve uma alta discreta nesta quinta-feira, acompanhando o comportamento de mercados acionários no exterior, com o foco voltado para a recuperação das economias.

Wall Street saiu-se com novas máximas históricas para o Nasdaq e o S&P 500, tendo de pano de fundo queda nos pedidos semanais de auxílio-desemprego e expectativa sobre o pacote de infraestrutura do presidente Joe Biden.

Biden, disse hoje, ao sair de reunião com um grupo bipartidário de senadores, que um acordo foi alcançado sobre seu plano de gastos com infraestrutura.

No Brasil, o Banco Central elevou sua projeção de crescimento do PIB em 2021 para 4,6%, citando o resultado melhor do que o esperado no primeiro trimestre do ano e os indicadores disponíveis para o trimestre corrente.

A confiança do consumidor brasileiro subiu para seu maior patamar em sete meses em junho, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV).

A alta do Ibovespa teve participação importante de empresas do setor siderúrgico (CSN, Gerdau e Metalúrgica Gerdau tiveram ganhos de mais de 3% no pregão) e de ventos benignos da cena política brasileira.

O presidente da Câmara, Arthur Lira, afirmou ser possível aprovar reforma administrativa até setembro. Sobre a criação de um novo programa social, que poderá substituir o Bolsa Família, Lira disse que o governo precisa enviar logo o projeto e, se necessário, encontrar fontes orçamentárias para que o programa se sustente.

O que aconteceu com o dólar? O dólar emendou a quarta baixa consecutiva nesta quinta-feira, ameaçando agora o suporte psicológico de R$ 4,90 e fechando no menor patamar em mais de um ano, com operadores repercutindo as sinalizações de juros mais altos emitidas pelo Banco Central e o ambiente externo positivo que empurrou Wall Street a novos recordes.

O dólar à vista caiu 1,17%, a R$ 4,905 na venda. É o menor patamar desde 9 de junho de 2020 (R$ 4,8885).

A moeda oscilou entre R$ 4,9697 (+0,12%) e R$ 4,9023 (-1,24%) nesta sessão. Na semana, o dólar recua 3,26%, aprofundando a queda em junho para 6,11%.

Em 2021, a cotação cede 5,50%, o que faz do real a divisa de melhor desempenho entre as principais. Trata-se de uma impressionante reviravolta, já que a moeda brasileira passou boa parte deste ano na lanterna mundial e chegou a acumular depreciação de 10,38% em 9 de março, quando o dólar bateu R$ 5,7927.

Maiores altas:

JHSF (+6,23%)
Magazine Luiza (+5,54%)
Lojas Americanas (+4,48%)

Maiores baixas:

Banco Inter (-3,45%)
Locaweb (-2,45%)
Eletrobras ON (-1,40%)

Com a Reuters

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