No quinto pregão consecutivo de alta, e em meio ao otimismo externo com a recuperação das economias dos Estados Unidos e da China, o Ibovespa encerrou esta sexta-feira (16) em alta de 0,34%, a 121.113 pontos.

O dólar fechou em queda de 0,75%, a R$ 5,5856.

O que aconteceu com a Bolsa? Dados divulgados na manhã desta sexta (16) mostraram um crescimento recorde de 18,3% da China no primeiro trimestre de 2021, elevando o otimismo em torno de uma recuperação econômica global. Ontem, números promissores sobre as vendas no varejo e o emprego nos Estados Unidos já haviam colaborado para as apostas em uma retomada na atividade.

“O Brasil nos últimos dias foi beneficiado pelo ambiente global melhor, mesmo sem muitas notícias domésticas boas em relação ao Orçamento de 2021”, afirmou o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa.

Para o economista da Investmind, José Luiz Rossi, os números desta semana mostraram um mundo se recuperando da pandemia de forma consistente, mas desigual. “As economias americana e chinesa estão em plena recuperação com o avanço da vacinação e os estímulos fiscal e monetário. Já a Europa se encontra um pouco atrás nesse processo, mas também avanços substanciais são verificados”, aponta.

Por outro lado, no cenário doméstico alguns fatores vem limitando os ganhos: a indefinição em torno do Orçamento – o presidente Jair Bolsonaro tem até o dia 22 deste mês para sancionar o projeto -, a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da covid-19 e a confirmação pelo STF de que o ex-presidente Lula está de volta ao cenário político.

As varejistas foram o destaque do pregão, com os papéis da Renner disparando 11,91% após a notícia de que a rede prepara uma oferta de ações para reforçar seu caixa. Hering, que subiu com força ontem após informações de que recusou uma proposta da Arezzo, também teve forte alta (+6,66%) no pregão.

O que aconteceu com o dólar? O dólar emendou a quarta queda consecutiva e fechou no menor patamar em uma semana, com o real entre os melhores desempenhos ao fim de um pregão de alívio para os mercados brasileiros, com investidores acompanhando o ambiente externo benigno e o noticiário político local.

O dólar à vista caiu 0,75%, a R$ 5,5856 na venda, após variar entre R$ 5,6789 (+0,91%) e R$ 5,5672 (-1,07%).

A cotação não engatava quatro dias de baixa desde a mesma série encerrada em 19 de março.

Na semana, a divisa recuou 1,57% – maior queda desde a semana finda em 12 de março e terceira semana consecutiva de perdas, o que não ocorria desde dezembro passado.

Em abril, o dólar cai 0,80% – mas, no acumulado do ano, ainda sobe 7,59%.

Maiores altas:

Lojas Renner (+11,91%)
Hering (+6,66%)
Eletrobrás PNB (+5,15%)

Maiores baixas:

Natura (-5,07%)
Minerva (-4,29%)
JBS (-3,19%)

(Com a Reuters)

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