O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira, após três quedas seguidas, recuperando o patamar de 125 mil pontos, alinhado à recuperação de mercados acionários no exterior e do petróleo, com Petrobras avançando cerca de 2%.

O índice de referência do mercado acionário brasileiro subiu 0,73%, a 125.401 pontos.

Já o dólar fechou em queda de 0,37%, cotado a R$ 5,231.

O que aconteceu com a Bolsa? A Bolsa paulista teve movimento pendular em boa parte do pregão. De um lado, havia a recuperação de mercados acionários no exterior; de outro, a manutenção de receios sobre os impactos da variante Delta da Covid no processo de reabertura das economias.

Na véspera, o Ibovespa bateu mínima desde maio em meio a um movimento de aversão a risco no exterior disparado por temores de recrudescimento da pandemia de coronavírus, além do tombo do petróleo com acordo da Opep+ sobre produção.

As Bolsas dos EUA e Europa recuperaram uma parte das perdas de segunda-feira, com movimento de investidores aproveitando os descontos para montar posições a preços mais baixos. Em Wall Street, o S&P 500 fechou com alta de 1,5%, de acordo com dados preliminares. Os principais índices de Londres, Frankfurt e Paris subiram 0,54%, 0,55% e 0,81%, respectivamente.

Enquanto isso, na B3, o movimento de hoje é de correção, uma vez que os mesmos temas seguem no radar, notadamente os riscos potenciais da disseminação da variante Delta na retomada econômica.

“A sessão trouxe uma maior estabilização do mercado de ações, mesmo que ainda com alguns sinais de fraqueza, enquanto o investidor segue ponderando os riscos da pandemia”, observou a Guide Investimentos.

Na visão da equipe da corretora, o mercado brasileiro deve seguir refém ao humor externo, sem ajuda do noticiário local, que não aponta para o alívio da tensão em Brasília mesmo com a chegada do recesso parlamentar.

O maior destaque do pregão foi JBS, que teve valorização de 6,69%, em sessão positiva para empresas de proteínas, com Marfrig em alta de 4,24% e Minerva subindo 1,60%.

O que aconteceu com o dólar? O dólar fechou em baixa nesta terça-feira, numa sessão de bastante volatilidade ao fim da qual a moeda acabou devolvendo apenas uma fração da expressiva alta da véspera, quando os mercados globais foram nocauteados por renovados temores sobre a pandemia. O dólar à vista caiu 0,37%, a R$ 5,231 na venda.

A cotação iniciou o dia em queda, passou a subir ainda na primeira hora de negócios e bateu um pico de R$ 5,2953 (+0,87%) logo depois das 10h30. Posteriormente, começou a perder força, chegou a cair por volta de 11h15 antes de voltar a ganhar terreno.

No fim da manhã, porém, as vendas apareceram com força e derrubaram o dólar à mínima de R$ 5,203 (-0,88%). Ao longo da tarde, a moeda manteve-se em baixa, mas ganhou fôlego perto do fim da sessão e acabou fechando distante das mínimas do dia.

De toda forma, o real teve um dos melhores desempenhos globais nesta sessão, depois de ocupar a lanterna entre as principais divisas na véspera.

Na segunda-feira, o dólar saltou 2,59%, a R$ 5,2494 na venda, maior patamar desde 8 de julho deste ano e maior valorização percentual desde 18 de setembro de 2020.

Maiores altas:

JBS (+6,69%)
Embraer (+5,90%)
Lojas Americanas PN (+5,44%)

Maiores baixas:

Hapvida (-3,02%)
Intermedica ON (-2,36%)
MRV (-1,99%)

Com a Reuters

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